Ensino Secundário

Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes

11.º Ano

Última atualização: 30 de junho de 2026

Resumo

As Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes do 11.º ano levam o aluno a desenvolver uma consciência cultural e artística com base em comparações entre realidades espácio-temporais distintas, a partir do conhecimento de factos históricos essenciais desde o século XVII até aos nossos dias e do contacto com a produção artística dessas épocas. O programa organiza-se em cinco módulos. No Módulo 6, A Cultura do Palco, estuda-se o Tratado de Utrecht, o cerimonial da Corte de Versalhes de Luís XIV, os diferentes palcos da cultura europeia e o barroco enquanto gosto e teatralidade, com destaque para o Real Edifício de Mafra e o barroco em Portugal e Espanha. No Módulo 7, A Cultura do Salão, abordam-se o ambiente de salão, os filósofos iluministas como Jean-Jacques Rousseau, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, o rococó, o racionalismo da reconstrução da Baixa de Lisboa e o neoclassicismo. No Módulo 8, A Cultura da Gare, analisam-se o impacto do ferro e da Revolução Industrial, a obra de Gustave Eiffel, o romantismo, o realismo, o impressionismo e o pós-impressionismo, bem como a pintura e escultura portuguesas oitocentistas e a arquitetura do ferro e a arte nova. No Módulo 9, A Cultura do Cinema, estudam-se as ruturas do início do século XX, o aparecimento do cinema e Charles Chaplin, o fauvismo, o expressionismo, o dadaísmo, o cubismo, o futurismo, a arte abstrata, a arte dos regimes totalitários, o surrealismo e a arquitetura e o design modernos. No Módulo 10, A Cultura do Espaço Virtual, abordam-se as transformações geopolíticas contemporâneas, a globalização, a internet, a Pop Art, a Op Art, a arte cinética, a Arte-Acontecimento, a Minimal Art, a arte concetual, o hiper-realismo e a arquitetura contemporânea, culminando numa reflexão pessoal do aluno sobre as suas vivências na sociedade atual enquanto ser crítico, agente criativo e cidadão participativo.

Modulos

Competências transversais

As AE de História da Cultura e das Artes do 11.º ano recorrem à multiperspetiva, à contextualização histórica e à análise de obras e objetos de arte relevantes, pretendendo que o aluno conheça, interprete e analise formas de expressão artística de determinadas épocas e espaços, construindo uma cultura visual e artística e desenvolvendo a sensibilidade estética e o juízo de gosto. Para além das AE de cada módulo, o aluno deve desenvolver um conjunto de competências específicas e transversais, nomeadamente: situar cronologicamente as principais etapas da evolução humana com fenómenos culturais e artísticos específicos; reconhecer o contexto espacial dos fenómenos culturais e artísticos; valorizar o local e o regional enquanto cruzamento de múltiplas interações artísticas, culturais, políticas, económicas e sociais; reconhecer características de conjunturas ou épocas históricas; analisar criticamente diferentes produções artísticas, integrando-as nos seus contextos históricos; reconhecer produções artísticas na sua época, através do saber-ver, saber-ouvir, saber-interpretar e saber-contextualizar; sintetizar informação relativa a continuidades, inovações e ruturas; pesquisar e analisar informação de forma autónoma e planificada; identificar a multiplicidade de fatores e a relevância da ação de indivíduos ou grupos; relacionar manifestações artísticas e culturais portuguesas, europeias e mundiais; utilizar vocabulário específico de cada área artística; elaborar e comunicar sínteses com correção linguística e de forma criativa; desenvolver a capacidade de reflexão, a sensibilidade estética e artística e o juízo crítico; emitir opiniões pessoais fundamentadas sobre produções artísticas; manifestar abertura à dimensão intercultural das sociedades contemporâneas; desenvolver a autonomia pessoal e a clarificação de um sistema de valores numa perspetiva humanista; e respeitar a biodiversidade. Estas competências consubstanciam-se em três domínios da disciplina: Interpretação de fontes históricas diversas e de obras artísticas para a construção da evidência histórica; Compreensão contextualizada das realidades históricas e artísticas; e Comunicação em História: narrativa histórica. Articulam-se ainda com as áreas do Perfil dos Alunos através dos seguintes perfis transversais: Conhecedor/sabedor/culto/informado: memorização associada à compreensão e uso de saber; valorização do património histórico, artístico, cultural e natural; Criativo: mobilização criativa do conhecimento adquirido, construção de quadros comparativos entre processos de criação artística do passado e do presente; Crítico/Analítico: discurso argumentativo, organização de debates, análise de fontes históricas e artísticas com diferentes pontos de vista; Indagador/Investigador: recolha e seleção de informações de fontes fidedignas, organização sistematizada e autónoma da informação; Respeitador da diferença/do outro: aceitação de argumentos e contra-argumentação, valorização do mundo natural e da dignidade animal; Sistematizador/organizador: planificação, síntese, revisão e monitorização do trabalho, elaboração de esquemas e relatórios; Questionador: colocação de questões-chave sobre acontecimentos ou processos históricos; Comunicador: comunicação de resultados através de trabalhos e projetos diversos, como textos, imagens, posters, maquetes, portefólios, debates, exposições, vídeos e dramatizações; Autoavaliador e heteroavaliador: questionamento organizado do trabalho próprio e dos outros, autoavaliação de aprendizagens, comportamentos e atitudes; Participativo e colaborador: colaboração com pares e docentes, apoio ao trabalho colaborativo; Responsável e autónomo: assunção de responsabilidades e compromissos, apresentação de trabalhos com auto e heteroavaliação; Cuidador de si e do outro: disponibilidade para o autoaperfeiçoamento, preservação de espaços e equipamentos, atenção às necessidades dos pares e da comunidade.

Fonte oficial: Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes — 11.º Ano (Ensino Secundário), Agosto de 2018 (Revisão em 04/02/2022) — consultar o documento original (PDF)

Perguntas frequentes

O que se aprende em História da Cultura e das Artes no 11.º ano?
História da Cultura e das Artes do 11.º ano organiza-se em cinco módulos, do barroco à arte contemporânea: Módulo 6, A Cultura do Palco, sobre o barroco e a Corte de Versalhes; Módulo 7, A Cultura do Salão, sobre o Iluminismo, o rococó e o neoclassicismo; Módulo 8, A Cultura da Gare, sobre a Revolução Industrial, o romantismo, o realismo e o impressionismo; Módulo 9, A Cultura do Cinema, sobre as vanguardas artísticas do início do século XX; e Módulo 10, A Cultura do Espaço Virtual, sobre a arte contemporânea e a globalização.
Que período histórico é abordado na disciplina?
A disciplina abrange o conhecimento de factos históricos essenciais desde o século XVII até aos dias de hoje, articulando-os com a produção artística de cada época, através do reconhecimento das suas características técnicas, estéticas e formais.
Como é estudado o barroco no Módulo 6?
No Módulo 6, A Cultura do Palco, o barroco é entendido mais como um gosto do que como um estilo, marcado pela sedução dos sentidos e pela teatralidade. Os alunos analisam o Real Edifício de Mafra como expoente da arquitetura barroca e a materialização do poder régio absoluto, e caracterizam o barroco em Portugal e Espanha, incluindo os contributos do Brasil.
Que figuras históricas são estudadas no Módulo 7?
No Módulo 7, A Cultura do Salão, destaca-se a figura de Luís XIV no módulo anterior e, neste módulo, a biografia de Jean-Jacques Rousseau enquanto filósofo iluminista influenciador do pensamento e da ação, analisando-se também o impacto da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e os valores de liberdade, igualdade e fraternidade.
Como se estuda o impacto da Revolução Industrial na arte?
No Módulo 8, A Cultura da Gare, analisa-se o contributo do ferro e do progresso técnico e tecnológico associados à Revolução Industrial e à Revolução dos Transportes, com destaque para a obra de Gustave Eiffel e a Gare como local simbólico da cidade oitocentista, palco de transformações no romantismo, realismo e impressionismo.
Que movimentos artísticos do início do século XX são estudados?
No Módulo 9, A Cultura do Cinema, estudam-se o aparecimento do cinema e a figura de Charles Chaplin, bem como movimentos como o fauvismo, o expressionismo, o dadaísmo, o cubismo, o futurismo, a arte abstrata, a arte dos regimes totalitários e o surrealismo, terminando com os rumos das expressões artísticas portuguesas até aos anos 60.
O que se aprende no módulo final sobre arte contemporânea?
No Módulo 10, A Cultura do Espaço Virtual, os alunos analisam o impacto da globalização e da internet, a Pop Art enquanto movimento iconoclasta, a Op Art e a arte cinética, a Arte-Acontecimento (action painting, happening, performance), a Minimal Art, a arte concetual e o hiper-realismo, terminando com uma reflexão pessoal sobre as suas próprias vivências na sociedade atual.
Quais são os três domínios transversais da disciplina?
As competências específicas da disciplina consubstanciam-se em três domínios: Interpretação de fontes históricas diversas e de obras artísticas para a construção da evidência histórica; Compreensão contextualizada das realidades históricas e artísticas; e Comunicação em História, através da narrativa histórica.
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