Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes
10.º Ano
Última atualização: 30 de junho de 2026
Resumo
As Aprendizagens Essenciais de História da Cultura e das Artes do 10.º ano levam o aluno a desenvolver uma consciência cultural e artística com base em comparações entre realidades espácio-temporais distintas, a partir do conhecimento de factos históricos essenciais desde a Antiguidade Clássica até ao Renascimento e do contacto com a produção artística dessas épocas. O programa abre com um Módulo Inicial, Criatividade e Ruturas, que parte das grandes ruturas culturais e estéticas dos séculos XX e XXI como ponto de entrada na disciplina, e organiza-se depois em cinco módulos cronológicos. No Módulo 1, A Cultura da Ágora, estuda-se a democracia ateniense de Péricles, o urbanismo grego, a religião e a mitologia, o teatro e a evolução da escultura, cerâmica e pintura gregas. No Módulo 2, A Cultura do Senado, analisam-se as realizações de Otávio, o Direito Romano, o modelo urbano e a arquitetura monumental romana, e a escultura, pintura e arte do mosaico de Roma. No Módulo 3, A Cultura do Mosteiro, abordam-se a geografia monástica europeia, Carlos Magno, o mosteiro e a arquitetura românicas, a iluminura, o Canto Gregoriano, e a arte muçulmana e moçárabe na Península Ibérica. No Módulo 4, A Cultura da Catedral, estudam-se a cidade medieval, a biografia de Dante, a arquitetura gótica e a catedral, a evolução do gótico em Portugal, a Peste Negra, o estilo manuelino e a pintura flamenga. No Módulo 5, A Cultura do Palácio, analisam-se as rotas comerciais, as condições do humanismo italiano, o heliocentrismo, a imprensa, o mecenato de Lourenço de Médici, a pintura renascentista, a redescoberta dos referenciais clássicos, e a obra de Brunelleschi, Donatello, Masaccio, Piero della Francesca, Rafael, Leonardo da Vinci e Miguel Ângelo, terminando com os reflexos do Renascimento e do Maneirismo em Portugal.
Modulos
- Módulo Inicial — Criatividade e RuturasTopicos
- Ruturas culturais e estéticas dos séculos XX e XXI
- Compreender a existência de grandes ruturas culturais e estéticas nos séculos XX e XXI, como ponto de partida para a própria abordagem da disciplina
- Ruturas culturais e estéticas dos séculos XX e XXI
- Módulo 1 — A Cultura da Ágora: O homem da democracia de AtenasTopicos
- Democracia, urbanismo e identidade na Grécia clássica
- Avaliar o contributo de Péricles para a consolidação da democracia no século V a.C.
- Identificar a Grécia como berço do urbanismo ocidental, relacionando a Ágora e a Acrópole com a vida da pólis, o diálogo, o comércio, a política e a razão
- Compreender a construção identitária da sociedade grega clássica: os deuses e o Olimpo, os heróis, a importância dos mitos, dos sentimentos, das virtudes e da razão
- Arquitetura, teatro e artes gregas
- Compreender, a partir do Pártenon e do templo de Athena Niké, as ordens arquitetónicas enquanto sistema racional de construção
- Demonstrar o carácter cívico, sagrado e de formação moral do teatro grego
- Interpretar a evolução dos principais aspetos técnicos, formais e estéticos dos diversos períodos da escultura, da cerâmica e da pintura gregas
- Democracia, urbanismo e identidade na Grécia clássica
- Módulo 2 — A Cultura do Senado: A lei e a ordem no ImpérioTopicos
- Otávio, Direito Romano e modelo urbano
- Interpretar as principais realizações de Otávio
- Explicar a relevância do Direito Romano e do Latim na construção e manutenção do Império Romano
- Explicar a importância do modelo urbano nas cidades do Império: ruas, praças, templos, casas, banhos, o Coliseu
- Arquitetura, escultura, pintura e mosaico romanos
- Relacionar a monumentalidade da arquitetura e do urbanismo romanos com a expansão imperial, identificando tipologias dos edifícios públicos
- Compreender as características essenciais da arquitetura romana: utilidade, grandiosidade e avanços tecnológicos
- Compreender, a partir de edifícios públicos e privados, a cultura do ócio desenvolvida pelos romanos
- Analisar as características formais e estéticas da escultura romana e as suas dimensões de individualismo, realismo e idealização
- Compreender as caraterísticas essenciais da pintura romana a partir da análise de frescos de Pompeia
- Referir as características da arte do mosaico
- Otávio, Direito Romano e modelo urbano
- Módulo 3 — A Cultura do Mosteiro: Os espaços do CristianismoTopicos
- Geografia monástica, Carlos Magno e a vida no mosteiro
- Compreender a relevância das fronteiras dos reinos cristãos e da geografia monástica da Europa
- Conhecer aspetos da vida e feitos de Carlos Magno, enquanto modelo de imperador cristão
- Reconhecer o mosteiro românico como espaço de autossuficiência e como centro de conhecimento e de cultura
- Reconhecer a iluminura como uma nova expressão de arte e outra forma de escrita
- Comparar formas de vida no castelo e no mosteiro
- Reconhecer no Canto Gregoriano uma manifestação artística da devoção religiosa
- Arquitetura e escultura românicas e arte islâmica peninsular
- Compreender a evolução da arquitetura cristã
- Compreender a unidade e a diversidade do românico, localizando os seus principais centros difusores
- Especificar algumas características do românico em Portugal
- Identificar aspetos temáticos e formais da escultura românica, reconhecendo a sua dependência da arquitetura
- Identificar manifestações da arte dos reinos muçulmanos na Península Ibérica, como expoente da civilização islâmica
- Indicar elementos característicos constituintes do edifício religioso muçulmano em território peninsular
- Referir características gerais da arte moçárabe
- Geografia monástica, Carlos Magno e a vida no mosteiro
- Módulo 4 — A Cultura da Catedral: As cidades e DeusTopicos
- A cidade medieval e a arquitetura gótica
- Identificar as grandes cidades da Europa
- Analisar a organização da cidade medieval
- Distinguir o papel dos letrados na cidade, a partir da biografia de Dante
- Compreender a evolução ocorrida na arte de construir na passagem do românico para o gótico
- Reconhecer a catedral como expoente da arquitetura gótica, símbolo da afirmação dos espaços urbanos e espaço catequético, com o vitral a desempenhar um papel relevante
- Referir características principais da arquitetura gótica
- Analisar a evolução do gótico em Portugal, identificando monumentos góticos portugueses
- Escultura gótica, Peste Negra, manuelino e pintura flamenga
- Justificar a crescente autonomia da escultura em relação à arquitetura
- Explicar como o medo da Peste Negra foi utilizado do ponto de vista social, político e religioso
- Contextualizar o manuelino, um estilo entre a Idade Média e o tempo novo
- Referir as características principais da arquitetura manuelina
- Relacionar a revolução pictórica flamenga com as novas técnicas e o particularismo nórdico
- A cidade medieval e a arquitetura gótica
- Módulo 5 — A Cultura do Palácio: Homens novos, espaços novos, uma memória clássicaTopicos
- Humanismo, heliocentrismo e mecenato renascentista
- Explicar a relevância das rotas comerciais para uma nova perceção do mundo e do Homem
- Indicar condições favoráveis ao desenvolvimento do humanismo e ao desenvolvimento artístico italiano no século XV
- Relacionar o heliocentrismo com valores e conceitos subjacentes ao movimento renascentista
- Avaliar a importância da imprensa para o desenvolvimento das ideias humanistas
- Reconhecer as cortes principescas como centros de irradiação cultural e artística, a partir da biografia de Lourenço de Médici e do seu exercício de mecenato
- Pintura e escultura renascentistas, grandes artistas e Maneirismo
- Analisar a pintura renascentista enquanto exercício intelectual
- Identificar as principais características técnicas, estéticas e formais da pintura renascentista e a definição de novos temas: o retrato, o nu, a paisagem
- Avaliar o impacto da redescoberta dos referenciais artísticos clássicos: o relevo, o retrato, a estátua equestre e a completa autonomização da escultura
- Enunciar aspetos fundamentais da obra de Brunelleschi, Donatello, Masaccio, Piero della Francesca, Rafael, Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, identificando algumas obras destes artistas
- Compreender o século XVI como uma época de crise de valores e da afirmação do indivíduo
- Analisar reflexos do Renascimento e do Maneirismo em Portugal
- Humanismo, heliocentrismo e mecenato renascentista
Competências transversais
As AE de História da Cultura e das Artes do 10.º ano recorrem à multiperspetiva, à contextualização histórica e à análise de obras e objetos de arte relevantes, pretendendo que o aluno conheça, interprete e analise formas de expressão artística de determinadas épocas e espaços, construindo uma cultura visual e artística e desenvolvendo a sensibilidade estética e o juízo de gosto, desde a Antiguidade Clássica até ao Renascimento. Para além das AE de cada módulo, o aluno deve desenvolver um conjunto de competências específicas e transversais, nomeadamente: situar cronologicamente as principais etapas da evolução humana com fenómenos culturais e artísticos específicos; reconhecer o contexto espacial dos fenómenos culturais e artísticos; valorizar o local e o regional enquanto cruzamento de múltiplas interações artísticas, culturais, políticas, económicas e sociais; reconhecer características de conjunturas ou épocas históricas; analisar criticamente diferentes produções artísticas, integrando-as nos seus contextos históricos; reconhecer produções artísticas na sua época, através do saber-ver, saber-ouvir, saber-interpretar e saber-contextualizar; sintetizar informação relativa a continuidades, inovações e ruturas; pesquisar e analisar informação de forma autónoma e planificada; identificar a multiplicidade de fatores e a relevância da ação de indivíduos ou grupos; relacionar manifestações artísticas e culturais portuguesas, europeias e mundiais; utilizar vocabulário específico de cada área artística; elaborar e comunicar sínteses com correção linguística e de forma criativa; desenvolver a capacidade de reflexão, a sensibilidade estética e artística e o juízo crítico; emitir opiniões pessoais fundamentadas sobre produções artísticas; manifestar abertura à dimensão intercultural das sociedades contemporâneas; desenvolver a autonomia pessoal e a clarificação de um sistema de valores numa perspetiva humanista; e respeitar a biodiversidade. Estas competências consubstanciam-se em três domínios da disciplina: Interpretação de fontes históricas diversas e de obras artísticas para a construção da evidência histórica; Compreensão contextualizada das realidades históricas e artísticas; e Comunicação em História: narrativa histórica. Articulam-se ainda com as áreas do Perfil dos Alunos através dos seguintes perfis transversais: Conhecedor/sabedor/culto/informado: memorização associada à compreensão e uso de saber; valorização do património histórico, artístico, cultural e natural; Criativo: mobilização criativa do conhecimento adquirido, construção de quadros comparativos entre processos de criação artística do passado e do presente; Crítico/Analítico: discurso argumentativo, organização de debates, análise de fontes históricas e artísticas com diferentes pontos de vista; Indagador/Investigador: recolha e seleção de informações de fontes fidedignas, organização sistematizada e autónoma da informação; Respeitador da diferença/do outro: aceitação de argumentos e contra-argumentação, valorização do mundo natural e da dignidade animal; Sistematizador/organizador: planificação, síntese, revisão e monitorização do trabalho, elaboração de esquemas e relatórios; Questionador: colocação de questões-chave sobre acontecimentos ou processos históricos; Comunicador: comunicação de resultados através de trabalhos e projetos diversos, como textos, imagens, posters, maquetes, portefólios, debates, exposições, vídeos e dramatizações; Autoavaliador e heteroavaliador: questionamento organizado do trabalho próprio e dos outros, autoavaliação de aprendizagens, comportamentos e atitudes; Participativo e colaborador: colaboração com pares e docentes, apoio ao trabalho colaborativo; Responsável e autónomo: assunção de responsabilidades e compromissos, apresentação de trabalhos com auto e heteroavaliação; Cuidador de si e do outro: disponibilidade para o autoaperfeiçoamento, preservação de espaços e equipamentos, atenção às necessidades dos pares e da comunidade.