Ensino Secundário

Aprendizagens Essenciais de Desenho A

10.º Ano

Última atualização: 30 de junho de 2026

Resumo

As Aprendizagens Essenciais de Desenho A do 10.º ano integram o curso de Artes Visuais e organizam-se em três domínios interdependentes. O domínio Apropriação e Reflexão desenvolve o reconhecimento dos contextos como fonte de estímulos visuais, a leitura diacrónica da história do Desenho e das manifestações artísticas, o conhecimento das diversas formas de registo (observação, memória e imaginário) e o estabelecimento de relações entre os elementos da comunicação visual. O domínio Interpretação e Comunicação centra-se no reconhecimento e utilização dos elementos estruturais da linguagem plástica (forma, cor, valor, espaço, volume, plano, textura, escala, ritmo, equilíbrio e estrutura), na interpretação de imagens, no desenvolvimento do sentido crítico face à massificação visual e na adequação das formulações expressivas à intencionalidade comunicativa. O domínio Experimentação e Criação abrange a utilização de diferentes modos de registo (traço, mancha e técnica mista), a exploração de materiais variados (grafites, carvão, ceras, pastéis, têmpera, aguarela), a produção de estudos de formas naturais e artificiais, os processos de síntese e transformação compositiva, a representação empírica do espaço à mão livre e as potencialidades dos meios digitais. O diário gráfico e o portefólio são instrumentos centrais do processo de trabalho.

Conteúdos e temas

Domínio: Apropriação e Reflexão

  • Contextos, história e elementos visuais
    • Reconhecer os diferentes contextos como fonte de estímulos visuais e não visuais, analisando e registando graficamente as situações envolventes
    • Reconhecer o desenho como linguagem presente em diferentes manifestações artísticas contemporâneas
    • Identificar diferentes períodos históricos e respetivos critérios estéticos, através de uma visão diacrónica do Desenho e de outras manifestações artísticas
    • Conhecer diversas formas de registo (desenho de observação, de memória e de imaginário) e explorá-las através do desenho de contorno, detalhe, gestual, orgânico, automático, geométrico, objetivo/subjetivo, figurativo/abstrato, esquisso e esboço
    • Estabelecer relações entre os diferentes elementos da comunicação visual: forma, cor, luz-sombra, textura, espaço, volume
    • Respeitar diferentes modos de expressão plástica, recusando estereótipos e preconceitos

Domínio: Interpretação e Comunicação

  • Linguagem plástica, análise crítica e comunicação visual
    • Reconhecer a importância dos elementos estruturais da linguagem plástica (forma, cor, valor, espaço e volume, plano, textura, escala, ritmo, equilíbrio, estrutura) na análise de imagens e na elaboração de desenhos
    • Justificar o processo de conceção dos trabalhos utilizando princípios e vocabulário específico da linguagem visual
    • Interpretar a informação visual e construir novas imagens a partir do que vê
    • Desenvolver o sentido crítico face à massificação de imagens produzidas pela sociedade
    • Utilizar argumentos fundamentados na análise da realidade experienciada (natureza, ambiente urbano, museus e galerias de arte)
    • Adequar as formulações expressivas à intencionalidade comunicativa e a públicos diferenciados

Domínio: Experimentação e Criação

  • Materiais, técnicas, processos e meios digitais
    • Utilizar diferentes modos de registo: traço (intensidade, textura, espessura, gradação, gestualidade e movimento), mancha (densidade, transparência, cor e gradação) e técnica mista (combinações entre traço e mancha, colagens, pastéis de óleo e aguadas)
    • Utilizar suportes diversos e explorar as características específicas e possibilidades técnicas e expressivas de diferentes materiais (grafites, carvão, ceras, pastéis, têmpera, aguarela e outros meios aquosos)
    • Produzir registos gráficos de acordo com diferentes variáveis (velocidade, tempo e ritmo)
    • Realizar estudos de formas naturais e/ou artificiais, mobilizando os elementos estruturais da linguagem plástica e suas inter-relações
    • Explorar intencionalmente as escalas dos objetos ao nível da representação e da composição
    • Realizar, à mão livre, exercícios de representação empírica do espaço que se enquadrem nos sistemas de representação convencionais
    • Aplicar processos de síntese e de transformação/composição (sobreposição, simplificação, nivelamento ou acentuação, repetição), explorando o potencial expressivo dos materiais e da gestualidade
    • Compreender as potencialidades técnicas e expressivas dos meios digitais e explorar software de edição de imagem e de desenho vetorial
    • Manter um diário gráfico com registo sistemático de observações, ideias, reflexões e experiências
    • Organizar um portefólio (digital e/ou físico) para ilustrar o processo de desenvolvimento do trabalho

Competências transversais

Três domínios interdependentes — Apropriação e Reflexão, Interpretação e Comunicação, Experimentação e Criação — separados apenas por uma questão metodológica; o Desenho como forma de pensar e de comunicar, e como meio de ação e participação cívica; Sensibilidade estética e artística: desenvolvimento gradual de diferentes modos de ver e pensar; compreensão dos contextos culturais em que se inserem as manifestações artísticas; visão diacrónica da história do Desenho; Pensamento crítico e criativo: reflexão crítica sobre os próprios trabalhos e os dos colegas; análise sustentada em vocabulário específico da linguagem visual; desenvolvimento do sentido crítico face à massificação de imagens; Expressão pessoal e processo criativo: metodologia faseada no desenvolvimento dos trabalhos; articulação entre descoberta e interrogação, aprendizagem prática e compreensão conceptual, expressão pessoal e reflexão individual e coletiva; Diário gráfico: registo sistemático de observações, ideias, reflexões e experiências, a utilizar no trabalho individual e coletivo; Portefólio (digital e/ou físico): instrumento de ilustração do processo de desenvolvimento do trabalho, apresentado em contexto de aula; Trabalho colaborativo e participação comunitária: projetos turma/escola/comunidade com temas transversais; organização de exposições coletivas; Autonomia e autorregulação: interiorização de métodos de trabalho individual, respeito por prazos, autoavaliação sustentada em vocabulário específico; Articulação com o curso de Artes Visuais e com as restantes disciplinas de formação específica ao longo dos três anos do ensino secundário; Articulação com o Perfil dos Alunos: Conhecedor/sabedor/culto/informado, Criativo, Crítico/Analítico, Indagador/Investigador, Respeitador da diferença, Sistematizador/organizador, Questionador, Comunicador, Autoavaliador, Participativo/colaborador, Responsável/autónomo, Cuidador de si e do outro

Fonte oficial: Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais de Desenho A — 10.º Ano (Ensino Secundário), Agosto de 2018 — consultar o documento original (PDF)

Perguntas frequentes

O que se aprende em Desenho A no 10.º ano?
Desenho A do 10.º ano organiza-se em três domínios interdependentes. No domínio Apropriação e Reflexão, os alunos reconhecem o desenho como linguagem artística, identificam períodos históricos e critérios estéticos, e conhecem diferentes formas de registo (observação, memória, imaginário). No domínio Interpretação e Comunicação, analisam e utilizam os elementos estruturais da linguagem plástica (forma, cor, textura, ritmo, entre outros), desenvolvem o sentido crítico face à massificação de imagens e adequam as suas formulações à intencionalidade comunicativa. No domínio Experimentação e Criação, exploram materiais (grafites, carvão, aguarela) e técnicas (traço, mancha, técnica mista), realizam estudos de formas e representação do espaço, e exploram meios digitais.
O que é o diário gráfico em Desenho A?
O diário gráfico é um instrumento central do processo de trabalho em Desenho A. Trata-se de um caderno em que o aluno regista de forma sistemática as suas observações de objetos e espaços, bem como ideias, reflexões, vivências e experiências. Estes registos podem ser utilizados no trabalho individual e coletivo e funcionam como memória do processo criativo. O diário gráfico acompanha o aluno ao longo do ano letivo e é complementado pelo portefólio, que ilustra o processo de desenvolvimento do trabalho de uma forma mais organizada e apresentável.
Quais são os materiais e técnicas estudados no 10.º ano de Desenho A?
No domínio Experimentação e Criação, os alunos exploram três modos de registo principais: o traço (com variações de intensidade, textura, espessura, gradação, gestualidade e movimento), a mancha (com variações de densidade, transparência, cor e gradação) e a técnica mista (combinações de traço e mancha, colagens, pastéis de óleo e aguadas). Os materiais trabalhados incluem grafites, carvão, ceras, pastéis, têmpera, aguarela e outros meios aquosos, em suportes diversos. São também exploradas as potencialidades dos meios digitais e o software de edição de imagem e de desenho vetorial.
Qual a diferença entre os três domínios de Desenho A?
Os três domínios são interdependentes e complementam-se, sendo separados apenas por uma questão metodológica. Apropriação e Reflexão é o domínio da receção e da contextualização: conhecer a história do desenho, reconhecer linguagens e relacionar elementos visuais. Interpretação e Comunicação é o domínio da leitura crítica e da expressão intencional: analisar imagens, usar vocabulário específico e adequar a comunicação ao público. Experimentação e Criação é o domínio da prática e da invenção: utilizar materiais e técnicas, realizar estudos e transformações compositivas, explorar meios digitais e manter o diário gráfico e o portefólio.
Como é avaliado o trabalho em Desenho A no 10.º ano?
O PDF das Aprendizagens Essenciais não define critérios de avaliação específicos, mas indica que a autoavaliação é uma competência central — os alunos são orientados para se autoanalisar com base nos conhecimentos adquiridos, utilizando o vocabulário específico da linguagem visual. O portefólio (digital e/ou físico) é apresentado em contexto de aula para explicitar o trabalho desenvolvido. A participação em debates e exposições orais sobre as obras e processos também integra o processo avaliativo. Para critérios de avaliação detalhados, os alunos devem consultar os critérios definidos pelo grupo de Artes Visuais de cada escola.
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