Ensino Secundário

Aprendizagens Essenciais de História B

11.º Ano

Última atualização: 30 de junho de 2026

Resumo

As Aprendizagens Essenciais de História B do 11.º ano (Ensino Secundário, Curso de Ciências Socioeconómicas) dedicam-se ao estudo do século XX, organizando-se em três temas. No tema Crises, Embates Ideológicos e Mutações Culturais na Primeira Metade do Século XX, os alunos estudam as transformações geopolíticas e culturais resultantes da I Guerra Mundial, a Revolução de Outubro de 1917, Portugal no primeiro pós-guerra (falência da 1.ª República), o agudizar das tensões políticas a partir dos anos 30 (Grande Depressão, regimes fascista, nazi e estalinista, Holocausto), a resistência das democracias liberais (keynesianismo, New Deal) e Portugal sob o Estado Novo (políticas económicas, política cultural, autoritarismo). No tema Portugal e o Mundo da Segunda Guerra Mundial ao Início da Década de 80, estudam o novo quadro geopolítico bipolar (Bretton Woods, sociedade de consumo, estado-providência, descolonização, Guerra-Fria) e o percurso português do autoritarismo à democracia (oposição ao Estado Novo, Guerra Colonial, marcelismo, Revolução de 25 de Abril de 1974, PREC, democratização, entrada nas Comunidades Europeias). No tema Alterações Geoestratégicas, Tensões Políticas e Transformações Socioculturais no Mundo Atual, estudam o fim da Guerra-Fria (Perestroika, hegemonia dos EUA, abertura da China, aprofundamento da UE), a viragem para uma nova era (globalização, neoliberalismo, multiculturalidade, ambientalismo, cidadania digital) e Portugal no novo quadro internacional (integração europeia, relações com os PALOP e a área ibero-americana). O programa privilegia a história económica e social e a análise crítica de fontes diversificadas, ligando o conhecimento do passado próximo a uma cidadania interventiva e informada sobre o mundo atual.

Conteúdos e temas

Crises, Embates Ideológicos e Mutações Culturais na Primeira Metade do Século XX

  • As transformações das primeiras décadas do século XX
    • Compreender as mudanças geopolíticas resultantes da rutura que constituiu a I Guerra Mundial
    • Analisar a construção do modelo ideológico socialista partindo dos antagonismos sociais e políticos que levaram à Revolução de Outubro de 1917
    • Analisar as mudanças culturais e nas mentalidades, relacionando-as com o relativismo científico, a psicanálise e a rutura dos cânones clássicos da arte ocidental
  • Portugal no primeiro pós-guerra
    • Identificar os condicionalismos que conduziram à falência da 1.ª República e à implantação de um regime autoritário
    • Contextualizar as tendências culturais existentes no Portugal do após I Guerra: naturalismo versus vanguardas
  • O agudizar das tensões políticas e sociais a partir dos anos 30
    • Explicar a grande depressão, nomeadamente as suas origens, os mecanismos de alastramento e o seu impacto social
    • Caraterizar os regimes fascista, nazi e estalinista, distinguindo os seus particularismos e realçando o papel exercido pela propaganda
    • Analisar as perseguições efetuadas a judeus, ciganos, eslavos, homossexuais, opositores políticos e outros grupos, no quadro do totalitarismo nazi
  • A resistência das democracias liberais
    • Explicar o intervencionismo estatal baseado na teoria económica keynesiana
    • Explicar a subida ao poder dos governos da Frente Popular e a mobilização dos cidadãos
  • Portugal: o Estado Novo
    • Explicar o triunfo das forças conservadoras e a aproximação do regime português ao modelo fascista italiano
    • Argumentar que as políticas económicas do Estado Novo obedeceram a imperativos ideológico-políticos: estabilidade financeira, defesa da ruralidade, obras públicas, condicionamento industrial, corporativização dos sindicatos e política colonial
    • Reconhecer que o Estado Novo foi um regime autoritário que adotou mecanismos repressivos das liberdades individuais e coletivas

Portugal e o Mundo da Segunda Guerra Mundial ao Início da Década de 80

  • Nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
    • Demonstrar que o mundo do após II Guerra Mundial foi marcado pelo confronto entre duas superpotências com ideologias e modelos político-económicos antagónicos
    • Analisar as novas regras da economia estabelecidas em Bretton Woods e as políticas económicas e sociais das democracias ocidentais
    • Compreender a eclosão dos primeiros movimentos independentistas e o subsequente desenvolvimento do neocolonialismo
    • Problematizar as razões do crescimento económico do mundo ocidental e da recessão dos anos 70
  • Portugal, do autoritarismo à democracia
    • Relacionar a manutenção do regime do Estado Novo nos anos do após-guerra com a Guerra-Fria
    • Descrever as diversas correntes oposicionistas ao Estado Novo, destacando os acontecimentos de 1958
    • Analisar as fragilidades do marcelismo, nomeadamente o reformismo político inconsequente e o desgaste provocado pela Guerra Colonial
    • Descrever a eclosão da Revolução de 25 de Abril de 1974, o papel exercido pelo MFA e o processo de desmantelamento das estruturas do Estado Novo
    • Problematizar o processo de democratização, do PREC à progressiva instalação e consolidação das estruturas democráticas, e o processo de descolonização
    • Avaliar o papel da revisão constitucional de 1982 e da entrada de Portugal nas Comunidades Europeias

Alterações Geoestratégicas, Tensões Políticas e Transformações Socioculturais no Mundo Atual

  • O fim do sistema internacional da Guerra-Fria
    • Compreender que os problemas verificados nos países da esfera de influência soviética se relacionaram com a desagregação das estruturas das economias de direção central
    • Justificar a hegemonia dos EUA com base na prosperidade económica, na supremacia militar e no dinamismo científico e tecnológico
    • Analisar as dinâmicas de transformação da Europa e o desenvolvimento de uma cidadania europeia no quadro do aprofundamento da UE
    • Avaliar a importância da modernização e abertura da China à economia de mercado para o equilíbrio geoestratégico mundial
  • A viragem para uma outra era
    • Identificar elementos definidores do tempo presente: massificação, cultura urbana, hegemonia do mundo virtual, ideologia dos direitos humanos, consciência ecológica, migrações, segurança e ambiente
    • Reconhecer consequências económicas e sociais na afirmação do neoliberalismo e na globalização da economia
  • Portugal no novo quadro internacional
    • Avaliar o impacto da integração europeia para Portugal a nível interno e externo
    • Analisar as relações estabelecidas entre Portugal, os países lusófonos e a área ibero-americana desde a Revolução de 25 de Abril de 1974

Competências transversais

Indagador/Investigador/Conhecedor/sabedor/culto/informado/autónomo: seleção de fontes históricas fidedignas e de diversos tipos; recolha e seleção de dados de fontes históricas; organização sistematizada e autónoma da informação recolhida; estudo autónomo e sistematizado; análise de factos, teorias e situações, selecionando elementos relevantes; estabelecimento de relações intra e interdisciplinares; valorização do património histórico e natural local, regional e europeu, numa perspetiva de cidadania europeia; Criativo: formulação de hipóteses sustentadas em evidências; mobilização do conhecimento adquirido em situações históricas específicas; proposta de alternativas de interpretação a acontecimentos, problematizando-as; promoção da multiperspetiva em História; Crítico/Analítico: mobilização do discurso argumentativo de forma sistemática e autónoma; organização de debates que requeiram sustentação de afirmações; discussão de conceitos, factos e processos históricos numa perspetiva disciplinar e interdisciplinar; análise de diversos tipos de fontes históricas com diferentes pontos de vista; Respeitador da diferença/do outro: aceitação ou argumentação de diversos pontos de vista; interação com os outros no respeito pela diferença e diversidade; confronto de ideias e perspetivas históricas distintas; Sistematizador/organizador: planificação, síntese, revisão e monitorização; registo seletivo de informação recolhida em fontes históricas; construção de sínteses com base em dados recolhidos; elaboração de relatórios e planos específicos e gerais; Questionador: colocação de questões-chave cuja resposta abranja acontecimentos ou processos históricos; questionamento dos conhecimentos prévios; Comunicador: comunicação uni, bi e multidirecional; capacidade de resposta, apresentação e iniciativa; Autoavaliador e heteroavaliador: questionamento organizado e sustentado do trabalho próprio e dos outros; autoavaliação de aprendizagens, comportamentos e atitudes; avaliação construtiva das aprendizagens dos outros; aceitação construtiva de críticas; Participativo/colaborador/cuidador de si e do outro: colaboração com pares e professores; apoio ao trabalho colaborativo; intervenção solidária nas tarefas de aprendizagem; disponibilidade para o autoaperfeiçoamento; Responsável/autónomo: assunção de responsabilidades nas tarefas, atitudes e comportamentos; assunção e cumprimento de compromissos; apresentação de trabalhos com auto e heteroavaliação

Fonte oficial: Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais de História B — 11.º Ano (Ensino Secundário, Curso de Ciências Socioeconómicas), Agosto de 2018, com Revisão de 04/02/2022 — consultar o documento original (PDF)

Perguntas frequentes

O que se aprende em História B no 11.º ano?
Em História B do 11.º ano os alunos estudam o século XX em três temas: Crises, Embates Ideológicos e Mutações Culturais na Primeira Metade do Século XX (Guerra Mundial, totalitarismos, Estado Novo), Portugal e o Mundo da Segunda Guerra Mundial ao Início da Década de 80 (Guerra Fria, Revolução de 25 de Abril, democratização) e Alterações Geoestratégicas, Tensões Políticas e Transformações Socioculturais no Mundo Atual (fim da Guerra Fria, globalização, Portugal na UE).
Que regimes totalitários se estudam em História B no 11.º ano?
Os alunos caracterizam e distinguem os regimes fascista (Itália), nazi (Alemanha) e estalinista (URSS), analisando o papel da propaganda em cada um deles. No caso do totalitarismo nazi, é dado destaque às perseguições efetuadas a judeus, ciganos, eslavos, homossexuais e opositores políticos, no contexto do Holocausto e do antissemitismo, bem como à tentativa de controlo racial, político, social e cultural dos indivíduos.
Como se estuda a Revolução de 25 de Abril em História B?
Os alunos descrevem a eclosão da Revolução de 25 de Abril de 1974, o papel do Movimento das Forças Armadas (MFA) e o processo de desmantelamento das estruturas do Estado Novo. Estudam ainda o processo subsequente de democratização, desde o PREC até à consolidação das estruturas democráticas, o processo de descolonização, a política económica anti-monopolista e a importância da revisão constitucional de 1982 e da entrada de Portugal nas Comunidades Europeias.
O que se aprende sobre o Estado Novo no 11.º ano de História B?
Os alunos explicam o triunfo das forças conservadoras e a aproximação ao modelo fascista italiano, analisam as políticas económicas obedecendo a imperativos ideológico-políticos como a estabilidade financeira, a defesa da ruralidade, o condicionamento industrial e a política colonial, caracterizam a política cultural do regime, e reconhecem o Estado Novo como um regime autoritário com mecanismos repressivos das liberdades individuais e coletivas.
O que se aprende sobre a Guerra Fria em História B no 11.º ano?
Os alunos demonstram que o mundo do após II Guerra Mundial foi marcado pelo confronto entre duas superpotências com ideologias antagónicas, estudam as novas regras económicas de Bretton Woods, a sociedade de consumo e o estado-providência nas democracias ocidentais, o expansionismo soviético e as economias de direção central, e os condicionalismos que levaram ao enfraquecimento do bipolarismo e ao fim da Guerra Fria, incluindo a Perestroika.
Que temas do mundo atual se estudam em História B no 11.º ano?
Os alunos identificam elementos definidores do tempo presente, como a massificação, a cultura urbana, a hegemonia do mundo virtual, a consciência ecológica e a cidadania digital, reconhecem as consequências do neoliberalismo e da globalização económica, e analisam o impacto da integração europeia para Portugal, bem como as relações entre Portugal, os países lusófonos (PALOP) e a área ibero-americana desde 1974.
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