3.º Ciclo

Aprendizagens Essenciais de Geografia

7.º Ano

Última atualização: 30 de junho de 2026

Resumo

No 7.º ano (versão das Aprendizagens Essenciais de março de 2026), a Geografia organiza-se em dois temas e desenvolve-se em torno de três áreas estruturantes: localizar e compreender os lugares e as regiões, problematizar e debater as inter-relações entre fenómenos e espaços geográficos, e comunicar e participar. Em A Terra: Estudos e Representações, os alunos estudam o objeto e o método da Geografia e a paisagem (com esboços e delimitação de unidades de paisagem), a localização relativa (rosa dos ventos) e absoluta (coordenadas geográficas), os mapas e os seus elementos, as escalas e projeções cartográficas, o cálculo de distâncias reais e as Tecnologias de Informação Geográfica, refletindo ainda sobre a distorção dos mapas, a identidade dos lugares e a integração de Portugal na União Europeia e nos espaços de cidadania europeia e lusófona (UE, zona Euro, Schengen, CPLP, PALOP). Em Meio Natural, estudam a distinção entre clima e estado do tempo, o padrão de distribuição da temperatura e da precipitação (isotérmicas e isoietas) e os fatores climáticos (latitude, altitude), a zonalidade dos climas e dos biomas, o relevo, a rede hidrográfica e a ação erosiva dos cursos de água e do mar, bem como os impactos da ação humana, os conflitos na gestão de recursos, a cooperação internacional e a gestão sustentável do território. A avaliação assenta em descritores de desempenho (Proficiente e Avançado) e em práticas formativas, e a disciplina articula-se com a componente de Cidadania e Desenvolvimento.

Conteúdos e temas

A Terra: Estudos e Representações

  • Localizar e compreender os lugares e as regiões
    • Reconhecer o objeto e o método de estudo da Geografia no estudo da paisagem
    • Elaborar esboços da paisagem descrevendo os seus elementos essenciais, envolvendo trabalho de campo
    • Delimitar unidades de paisagem identificando o conjunto de elementos que lhe confere unicidade
    • Situar exemplos de paisagens no respetivo território a diferentes escalas geográficas
    • Descrever a localização relativa de um lugar utilizando a rosa dos ventos
    • Descrever a localização absoluta de um lugar com coordenadas geográficas (latitude, longitude) em mapas de pequena escala com projeção cilíndrica
    • Comparar diferentes escalas cartográficas e justificar a sua utilização em função dos objetivos do estudo
    • Calcular a distância real entre dois lugares, em itinerários definidos, utilizando a escala de um mapa
    • Aplicar as Tecnologias de Informação Geográfica (TIG) para localizar, descrever e compreender os lugares
  • Problematizar e debater as inter-relações entre fenómenos e espaços geográficos
    • Classificar paisagens distintas atendendo aos elementos e funções predominantes (rurais, urbanas, industriais, entre outras)
    • Reconhecer diferentes formas de representação do mundo com diversas projeções cartográficas
    • Inferir a relatividade da representação do território, desenhando mapas mentais a diversas escalas
    • Reconhecer as características que conferem identidade a um lugar (bairro, região e país)
    • Inferir sobre a distorção do território cartografado em mapas com diferentes sistemas de projeção
    • Reconhecer os aspetos mais significativos da inserção de Portugal na União Europeia
  • Comunicar e participar
    • Propor medidas para a preservação de elementos da paisagem local
    • Selecionar as formas de representação da superfície terrestre adequadas a diferentes situações e acontecimentos
    • Apresentar exemplos concretos de cidadania europeia do quotidiano
  • Conceitos e noções-chave
    • Geografia e Paisagem: paisagem; esboço de paisagem; unidade de paisagem; elementos da paisagem; Geografia; multifuncionalidade da paisagem; observação (direta e indireta)
    • Mapas: elementos geométricos da esfera terrestre; formas de representar a superfície terrestre (esboço cartográfico, fotografia aérea, globo, imagem de satélite, itinerário, mapa mental, mapa, mapa hipsométrico, mapa topográfico, ortofotomapa, planta, planisfério); elementos do mapa (título, legenda, fonte, orientação, escala); rosa dos ventos; localização absoluta e relativa; rede cartográfica; informação georreferenciada; SIG; TIG
    • Localização e integração de Portugal: continentes; oceanos; microestado; cidadania europeia; União Europeia; zona Euro; moeda única; espaço Schengen; tratado europeu; CPLP; espaço lusófono; PALOP; unidades territoriais (NUTS, distrito, município, comunidades intermunicipais, freguesia)

Meio Natural

  • Localizar e compreender os lugares e as regiões
    • Distinguir clima de estado do tempo, utilizando a observação direta e recursos digitais (ex.: sítio do IPMA)
    • Reconhecer o padrão de distribuição da temperatura e da precipitação a partir de mapas de isotérmicas, isoietas e hipsométricos
    • Reconhecer a zonalidade dos climas e dos biomas, utilizando representações cartográficas
    • Identificar as grandes cadeias montanhosas e os principais rios do Mundo, utilizando mapas de diferentes escalas
    • Relacionar a localização de formas de relevo com a rede hidrográfica, utilizando perfis topográficos
    • Demonstrar a ação erosiva dos cursos de água e do mar, utilizando esquemas e imagens
    • Identificar exemplos de impactos da ação humana no território, apoiados em fontes fidedignas e/ou trabalho de campo
    • Identificar fatores responsáveis por situações de conflito na gestão dos recursos naturais (bacias hidrográficas, litoral)
    • Aplicar as TIG (WebSIG, Google Earth, GPS, Big Data) para localizar, descrever e compreender os fenómenos geográficos
  • Problematizar e debater as inter-relações entre fenómenos e espaços geográficos
    • Explicar a zonalidade dos biomas em função da distribuição da temperatura e da precipitação
    • Descrever impactos da ação humana na alteração e/ou degradação de ambientes biogeográficos, a partir de exemplos concretos
    • Reconhecer a necessidade da cooperação internacional na gestão de recursos naturais, exemplificando com casos concretos
    • Debater fatores responsáveis por situações de conflito na gestão dos recursos naturais, em diferentes escalas, com terminologia específica
  • Comunicar e participar
    • Identificar necessidades de gestão sustentável do território a partir de estudos de caso sobre problemáticas locais
    • Relatar situações concretas de complementaridade e interdependência entre regiões, países ou lugares na gestão de recursos hídricos
  • Conceitos e noções-chave
    • Clima e Formações Vegetais: clima; estado do tempo; zonas climáticas (fria, temperada, quente); elementos do clima (temperatura, precipitação); fatores climáticos (latitude, altitude); biomas (Floresta Equatorial, Savana, Estepe, Desértico Quente, Floresta Mediterrânea, Floresta Caducifólia, Pradaria, Floresta de Coníferas, Tundra, vegetação de altitude)
    • Relevo: altitude; declive; vertente; curva de nível; perfil topográfico; formas de relevo (colina, cordilheira, planície, planalto, montanha, serra, vale); cursos de água (rio, nascente, foz, afluente); bacia hidrográfica; rede hidrográfica; caudal (estiagem e ecológico); leito (estiagem e inundação); erosão fluvial; toalha freática; aquífero
    • Litoral: abrasão marinha; plataforma de abrasão; plataforma continental; profundidade; formas de relevo do litoral e flúvio-marinhas (arriba morta e viva, praia, cabo, baía, península, ilha, arquipélago, duna, sistema lagunar, estuário, delta); planície (aluvial e litoral)

Avaliação

Cidadania e Desenvolvimento

Competências transversais

Três áreas estruturantes das competências geográficas: localizar e compreender os lugares e as regiões; problematizar e debater as inter-relações entre fenómenos e espaços geográficos; comunicar e participar (esta última aglutinando as anteriores); Literacia geográfica, pensamento espacial e abordagem multiescalar (local, regional, nacional, mundial); Descritores de desempenho por domínio em dois níveis (Proficiente e Avançado) como referencial nacional de avaliação; Avaliação para a aprendizagem: avaliação formativa e sumativa, feedback contínuo, autoavaliação e heteroavaliação, alunos como agentes da aprendizagem; Metodologias de aprendizagem ativa: trabalho de campo, casos de estudo e estudos de caso, situações-problema; Mobilizar diferentes fontes de informação geográfica (mapas, diagramas, globos, fotografia aérea e TIG) na construção de respostas; Representar gráfica, cartográfica e estatisticamente a informação geográfica (observação direta e indireta); Uso sistemático das Tecnologias de Informação Geográfica (WebSIG, Google Earth, GPS, Big Data) e uso consciente da Inteligência Artificial (IA) generativa; Investigar problemas com guiões e questões geograficamente relevantes (O quê? Onde? Como? Como se distribui? Porquê? Para quê?); Argumentação, debate e simulação de casos controversos; cidadania territorial e participação cívica; Articulação com a Educação para a Cidadania e Desenvolvimento (Direitos Humanos; Democracia e Instituições Políticas; Desenvolvimento Sustentável; Pluralismo e Diversidade Cultural); Interdisciplinaridade com Português, Matemática, História, Ciências Naturais, Educação Visual e TIC

Fonte oficial: Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais de Geografia — 7.º Ano (3.º Ciclo do Ensino Básico), Março 2026 — consultar o documento original (PDF)

Perguntas frequentes

O que se estuda em Geografia no 7.o ano?
Na versão das Aprendizagens Essenciais de março de 2026, a Geografia do 7.o ano organiza-se em dois temas, trabalhados através de três áreas estruturantes: localizar e compreender os lugares e as regiões, problematizar e debater as inter-relações entre fenómenos e espaços geográficos, e comunicar e participar. Em A Terra: Estudos e Representações, os alunos estudam o objeto e o método da Geografia e a paisagem (esboços e unidades de paisagem), a localização relativa (rosa dos ventos) e absoluta (coordenadas geográficas), os mapas e os seus elementos, as escalas e projeções cartográficas, o cálculo de distâncias reais, as Tecnologias de Informação Geográfica, e ainda a integração de Portugal na União Europeia e nos espaços de cidadania europeia e lusófona (UE, zona Euro, Schengen, CPLP, PALOP). Em Meio Natural, estudam a distinção entre clima e estado do tempo, os fatores climáticos (latitude e altitude) e o padrão de distribuição da temperatura e precipitação, a zonalidade dos climas e biomas, o relevo, a rede hidrográfica e a ação erosiva da água e do mar, os impactos da ação humana, a cooperação internacional e a gestão sustentável do território.
O que mudou nas Aprendizagens Essenciais de Geografia do 7.o ano em 2026?
A versão de março de 2026 introduz várias novidades face à de 2018. A mais visível é a inclusão de descritores de desempenho por domínio, em dois níveis — Proficiente e Avançado —, que passam a constituir o referencial nacional para a avaliação dos alunos. Os fatores climáticos (latitude e altitude) e o padrão de distribuição da temperatura e da precipitação (mapas de isotérmicas e isoietas) regressam ao 7.o ano, deixando de transitar para o 9.o ano. Acrescenta-se o subtema Geografia e Paisagem (objeto e método da disciplina e delimitação de unidades de paisagem) e um conjunto novo de conceitos de integração europeia e lusófona (União Europeia, zona Euro, espaço Schengen, tratado europeu, cidadania europeia, CPLP, espaço lusófono, PALOP). Reforça-se o uso das TIG e introduz-se o uso consciente da Inteligência Artificial (IA) generativa em sala de aula, o trabalho de campo e os estudos de caso, e a articulação explícita com a componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento.
Qual a diferença entre localização relativa e localização absoluta?
A localização relativa descreve a posição de um lugar em relação a outros lugares ou pontos de referência — por exemplo, usar a rosa dos ventos para indicar que uma cidade fica a norte de outra. É uma forma intuitiva e qualitativa de localizar. A localização absoluta indica a posição exata de um lugar na superfície terrestre através das coordenadas geográficas: a latitude (distância angular a norte ou a sul do Equador) e a longitude (distância angular a este ou a oeste do meridiano de Greenwich). É precisa e única para cada ponto do planeta, e está na base de tecnologias como o GPS. No 7.o ano, os alunos aprendem a usar ambas em globos e mapas de diferentes escalas e sistemas de projeção, mobilizando coordenadas geográficas e orientação — competência avaliada nos níveis Proficiente e Avançado.
O que é a escala de um mapa e a diferença entre grande e pequena escala?
A escala de um mapa indica a relação entre as distâncias representadas no mapa e as distâncias reais no terreno, e permite calcular a distância verdadeira entre dois lugares. Um mapa de grande escala representa uma área pequena com muito pormenor (por exemplo, a planta de uma cidade), enquanto um mapa de pequena escala representa uma área grande com pouco pormenor (por exemplo, um planisfério). Pode parecer contraintuitivo, mas quanto maior a área representada, menor é a escala. No 7.o ano, os alunos aprendem a distinguir os dois tipos de mapa, a comparar diferentes escalas cartográficas e a justificar a sua utilização em função dos objetivos, e a calcular distâncias reais em itinerários usando a escala gráfica ou numérica — uma competência com forte articulação com a Matemática.
O que são as TIG (Tecnologias de Informação Geográfica) e como se usa a IA em Geografia?
As Tecnologias de Informação Geográfica (TIG) são o conjunto de ferramentas digitais que permitem localizar, representar, analisar e compreender fenómenos no território. Incluem aplicações de uso comum como o Google Maps e o Google Earth, mas também ferramentas mais especializadas como os Sistemas de Informação Geográfica (SIG), os WebSIG, o GPS e a análise de Big Data. No 7.o ano, os alunos aplicam-nas para localizar elementos, estudar padrões de distribuição e produzir representações cartográficas — e o nível Avançado distingue-se justamente pelo uso de ferramentas como o WebSIG e o GPS, e não apenas do Google Maps. A versão de 2026 acrescenta ainda o uso consciente da Inteligência Artificial (IA) generativa em sala de aula, como apoio à compreensão de fenómenos geográficos, sempre de forma crítica e supervisionada.
O que são biomas e fatores climáticos estudados no 7.o ano?
As zonas climáticas são as três grandes faixas em que se divide a Terra de acordo com a temperatura: a zona quente (em torno do Equador), as zonas temperadas e as zonas frias (junto aos polos) — uma distribuição a que se dá o nome de zonalidade. Os elementos do clima são a temperatura e a precipitação, e os fatores climáticos estudados no 7.o ano são a latitude e a altitude, que ajudam a explicar por que varia o clima de lugar para lugar. Os biomas são grandes conjuntos de paisagens naturais caracterizados por um tipo de clima e de vegetação dominante: no 7.o ano estudam-se a Floresta Equatorial, a Savana, a Estepe, o Desértico Quente, a Floresta Mediterrânea, a Floresta Caducifólia, a Pradaria, a Floresta de Coníferas, a Tundra e a vegetação de altitude. Os alunos aprendem a explicar a zonalidade dos biomas em função da distribuição da temperatura e da precipitação, recorrendo a mapas de isotérmicas e isoietas.
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