2.º Ciclo

Aprendizagens Essenciais de História e Geografia de Portugal

5.º Ano

Última atualização: 30 de junho de 2026

Resumo

As Aprendizagens Essenciais de História e Geografia de Portugal do 5.º ano (2.º Ciclo do Ensino Básico) integram as duas áreas do saber numa abordagem que articula a dimensão histórica e geográfica do território português, promovendo a intradisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a mobilização de saberes adquiridos no 1.º ciclo. O programa organiza-se em torno de três grandes domínios. No domínio A Península Ibérica — Localização e Quadro Natural, os alunos desenvolvem competências cartográficas, localizam Portugal em diferentes escalas geográficas, caracterizam os elementos da geografia física (relevo, clima, hidrografia e vegetação) e utilizam as TIC e TIG para representar e analisar o território. No domínio A Península Ibérica: dos Primeiros Povos à Formação de Portugal, estudam os primeiros povos recoletores e agropastoris, a presença romana e a sua herança, a ocupação muçulmana e as interações de conflito e paz, e o processo de formação do Reino de Portugal com D. Afonso Henriques, o Tratado de Zamora e o reconhecimento da independência. No domínio Portugal do Século XIII ao Século XVII, analisam a organização social e económica do século XIII, a importância das comunidades judaica e muçulmana, o Tratado de Alcanizes, a crise de 1383-85 e a batalha de Aljubarrota, a expansão marítima portuguesa dos séculos XV e XVI com as viagens de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães, o estilo Manuelino, e finalmente a União Ibérica e a Restauração da independência em 1640. Ao longo de todos os temas, os alunos desenvolvem competências específicas transversais à disciplina: localização cartográfica, análise de fontes históricas, uso de conceitos operatórios e metodológicos, valorização do património e promoção do respeito pela diversidade e pelos direitos humanos.

Conteúdos e temas

A Península Ibérica — Localização e Quadro Natural

  • Cartografia e localização geográfica
    • Identificar e localizar os elementos geométricos da esfera terrestre numa rede cartográfica
    • Interpretar diferentes tipos de mapas utilizando os elementos de um mapa (rosa-dos-ventos, título, legenda e escala)
    • Localizar Portugal continental e insular em relação a diferentes espaços geográficos (Península Ibérica, Europa, Mundo), com recurso aos pontos cardeais e colaterais
    • Utilizar representações cartográficas (em suporte físico ou digital) na localização dos elementos físicos do território e na definição de itinerários
    • Aplicar as TIC e as TIG para localizar e conhecer características físicas do território português e da Península Ibérica
  • Geografia física da Península Ibérica
    • Descrever e representar em mapas as principais características da geografia física (relevo, clima, hidrografia e vegetação) em Portugal e na Península Ibérica, utilizando diferentes variáveis visuais (cores e símbolos)
    • Descrever situações concretas referentes a alterações na paisagem decorrentes da ação humana

A Península Ibérica: dos Primeiros Povos à Formação de Portugal

  • Primeiros povos na Península
    • Distinguir o modo de vida das comunidades recoletoras do das comunidades agropastoris, nomeadamente das castrejas
    • Compreender que o processo de sedentarização implicou uma maior cooperação interpessoal, criando as bases da vida em sociedade
    • Identificar os povos que se instalaram na Península Ibérica, relacionando esse fenómeno com a atração exercida pelos recursos naturais
    • Aplicar o conceito de fonte histórica, partindo da identificação de vestígios materiais
  • Os romanos na Península Ibérica
    • Identificar ações de resistência à presença dos romanos
    • Identificar aspetos da herança romana na Península Ibérica
    • Aplicar o método de datação a.C. e d.C.
  • Os muçulmanos na Península Ibérica
    • Analisar o processo muçulmano de ocupação da Península Ibérica, reconhecendo a existência de interações de conflito e de paz
    • Identificar aspetos da herança muçulmana na Península Ibérica
  • A formação do reino de Portugal
    • Contextualizar a autonomia do Condado Portucalense e a formação do Reino de Portugal no movimento de conquista cristã, ressaltando episódios de alargamento do território e da luta de D. Afonso Henriques pela independência
    • Referir os momentos-chave de autonomização e reconhecimento da independência de Portugal, nomeadamente o Tratado de Zamora e o reconhecimento papal da nova potência

Portugal do Século XIII ao Século XVII

  • Portugal no século XIII
    • Caracterizar os modos de vida dos diversos grupos sociais (clero, nobreza e povo)
    • Sublinhar a importância das comunidades judaica e muçulmana na sociedade medieval portuguesa
    • Relacionar a organização do espaço português do século XIII com os recursos naturais e humanos e com a distribuição das atividades económicas
    • Reconhecer a importância das feiras e mercados no crescimento económico do século XIII
    • Analisar a fixação das fronteiras ao longo do século XIII, reconhecida pelo Tratado de Alcanizes em 1297
    • Identificar monumentos representativos do período
  • 1383-85 — Um tempo de revolução
    • Referir as causas políticas e sociais que desencadearam a crise de 1383-85
    • Identificar a crise de 1383-85 como um momento de rutura e a primeira grande crise portuguesa
    • Referir os aspetos mais importantes da ação do Mestre de Avis, de Nuno Álvares Pereira, de Álvaro Pais e de João das Regras
    • Destacar a importância das Cortes de Coimbra na legitimação do novo rei, dando início a uma nova dinastia
    • Evidenciar o carácter decisivo da batalha de Aljubarrota
  • Portugal nos séculos XV e XVI — A Expansão Marítima
    • Identificar as principais etapas do processo de exploração da costa ocidental africana
    • Referir a importância do conhecimento dos ventos e das correntes marítimas para a progressão pela costa africana
    • Identificar os principais navios e instrumentos náuticos utilizados pelos portugueses
    • Destacar a ação do Infante D. Henrique e de D. João II
    • Localizar territórios do império português quinhentista
    • Referir o contributo das grandes viagens de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães
    • Sublinhar a importância dos movimentos migratórios e as alterações decorrentes da expansão (miscigenação étnica, troca de ideias e produtos, submissão violenta de povos e tráfico de seres humanos)
    • Reconhecer o papel da missionação católica na expansão portuguesa
    • Enumerar características do estilo Manuelino sublinhando a sua relação com a expansão marítima
  • Da União Ibérica à Restauração
    • Analisar as consequências políticas da morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, evidenciando 1578-80 como o segundo grande momento de crise política e social de Portugal
    • Apontar as causas de descontentamento com o domínio filipino que desembocaram na revolta do 1.º de Dezembro de 1640

Competências transversais

Competências específicas transversais ao 2.º ciclo: utilizar referentes de tempo e de unidades de tempo histórico (antes de, depois de, milénio, século, ano, era); localizar em representações cartográficas de diversos tipos os locais e/ou fenómenos históricos referidos; localizar em representações cartográficas diversos espaços e territórios que dão identidade ao aluno, utilizando diferentes escalas e mobilizando informação georreferenciada; identificar fontes históricas de tipologia diferente; aprender a utilizar conceitos operatórios e metodológicos das áreas disciplinares de História e de Geografia; estabelecer relações entre as formas de organização do espaço português e os elementos naturais e humanos em cada época histórica e na atualidade; conhecer episódios da História regional e local, valorizando o património histórico e cultural da região/local onde habita/estuda; reconhecer a ação de indivíduos e de grupos em todos os processos históricos e de desenvolvimento sustentado do território; desenvolver a sensibilidade estética; promover o respeito pela diferença, reconhecendo e valorizando a diversidade étnica, ideológica, cultural e sexual; valorizar a dignidade humana e os direitos humanos; Conhecedor/sabedor/culto/informado: organizar de forma sistematizada a leitura e o estudo autónomo; analisar factos e situações, selecionando elementos ou dados, nomeadamente localização e características históricas e geográficas; recolher e selecionar dados de fontes históricas fidedignas; mobilizar as TIC e as TIG (Google Earth, Open Street Map, Pordata) para representar informação histórica e geográfica; valorizar o património histórico e geográfico; Criativo: mobilizar conhecimento adquirido em situações históricas e geográficas específicas; formular hipóteses sustentadas em evidências; propor alternativas de interpretação a situações-problema em Geografia; criar objetos, mapas, esquemas conceptuais e textos face a desafios; promover a multiperspetiva em História e em Geografia; Crítico/Analítico: mobilizar o discurso oral e escrito argumentativo de forma progressiva e orientada; organizar debates com sustentação de afirmações e elaboração de opiniões; organizar o discurso com recurso a conceitos operatórios e metodológicos de História e de Geografia; analisar fontes escritas históricas com diferentes pontos de vista; problematizar situações; Respeitador da diferença/do outro: aceitar e argumentar diversos pontos de vista; confrontar ideias e perspetivas geográficas e históricas distintas respeitando as diferenças; Sistematizador/organizador: realizar tarefas de pesquisa histórica e geográfica com autonomia progressiva; executar tarefas de síntese através de mapas de conceitos, textos e cartografia; registar seletivamente dados históricos e geográficos; Questionador: colocar questões-chave; questionar conhecimentos prévios; Comunicador: comunicar uni, bi e multidirecionalmente; responder, apresentar e mostrar iniciativa; questionar de forma organizada; Autoavaliador: autoavaliar as aprendizagens adquiridas, comportamentos e atitudes; aceitar críticas construtivamente; Participativo/colaborador: colaborar com pares e professores; apoiar o trabalho colaborativo; intervir de forma solidária; Responsável/autónomo: assumir responsabilidades nas tarefas, atitudes e comportamentos; assumir e cumprir compromissos; apresentar trabalhos com auto e heteroavaliação

Fonte oficial: Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais de História e Geografia de Portugal — 5.º Ano (2.º Ciclo do Ensino Básico), Julho de 2018 — consultar o documento original (PDF)

Perguntas frequentes

O que se aprende em História e Geografia de Portugal no 5.º ano?
Em HGP no 5.º ano, os alunos estudam três grandes temas. No primeiro, caracterizam a Península Ibérica em termos de localização e quadro natural, desenvolvendo competências de leitura e interpretação de mapas e utilizando as TIC e TIG. No segundo, estudam os primeiros povos da Península (comunidades recoletoras e agropastoris, romanos e muçulmanos) e o processo de formação do Reino de Portugal com D. Afonso Henriques. No terceiro, percorrem a história de Portugal do século XIII ao século XVII: a sociedade medieval, a crise de 1383-85, a expansão marítima dos séculos XV e XVI e a Restauração da independência em 1640.
Quais os povos estudados na Península Ibérica em HGP no 5.º ano?
Os alunos estudam os primeiros povos que habitaram a Península Ibérica, começando pelas comunidades recoletoras e nómadas, passando pelas comunidades agropastoris e castrejas que se sedentarizaram. Depois estudam os povos que se instalaram na Península atraídos pelos seus recursos naturais. Analisam de seguida a presença romana — com a sua resistência e herança — e a ocupação muçulmana, com as suas interações de conflito e paz e a influência cultural que deixou.
O que foi a crise de 1383-85 estudada em HGP no 5.º ano?
A crise de 1383-85 foi o primeiro grande momento de rutura política e social de Portugal. Os alunos estudam as suas causas políticas e sociais, a ação de figuras como o Mestre de Avis (futuro D. João I), Nuno Álvares Pereira, Álvaro Pais e João das Regras, a importância das Cortes de Coimbra na legitimação da nova dinastia de Avis, e o carácter decisivo da batalha de Aljubarrota, que garantiu a independência de Portugal face a Castela.
O que se aprende sobre a expansão marítima portuguesa em HGP no 5.º ano?
Os alunos estudam as principais etapas da exploração da costa ocidental africana, os ventos e correntes marítimas que tornaram possível a navegação, os navios e instrumentos náuticos utilizados, e a ação do Infante D. Henrique e de D. João II. Analisam as grandes viagens de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães, os territórios do império português quinhentista, e as consequências da expansão — miscigenação étnica, troca cultural, submissão de povos e tráfico de seres humanos. Estudam também o estilo Manuelino como reflexo artístico da expansão.
O que foi a Restauração estudada em HGP no 5.º ano?
A Restauração foi o processo pelo qual Portugal recuperou a independência em 1640, após 60 anos de domínio filipino (União Ibérica). Os alunos analisam as consequências políticas da morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir (1578), que desencadeou a crise que levou à anexação por Filipe II de Espanha, e as causas de descontentamento com o domínio filipino que culminaram na revolta do 1.º de Dezembro de 1640, restaurando a independência portuguesa.
Qual a diferença entre HGP no 5.º e no 6.º ano?
No 5.º ano, o estudo de HGP incide na Península Ibérica — localização, quadro natural e primeiros povos — e na história de Portugal até à Restauração de 1640. No 6.º ano, a disciplina avança para os séculos XVIII, XIX e XX, abordando temas como o absolutismo, o liberalismo, a implantação da República, o Estado Novo e o 25 de Abril, bem como as transformações económicas e sociais da época contemporânea. Em ambos os anos, as competências cartográficas e de análise de fontes históricas são desenvolvidas de forma transversal.
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