3.º Ciclo

Aprendizagens Essenciais de Educação Visual

9.º Ano

Última atualização: 30 de junho de 2026

Resumo

As Aprendizagens Essenciais de Educação Visual do 3.º ciclo do Ensino Básico organizam-se em três domínios interdependentes — Apropriação e Reflexão, Interpretação e Comunicação, e Experimentação e Criação — que articulam competências estéticas e técnicas com saberes históricos, sociais e culturais. As aprendizagens apresentadas neste documento têm como objetivo o desenvolvimento gradual e complexificado das competências ao longo do ciclo, visando atingir os objetivos finais no termo do 3.º ciclo (9.º ano). No domínio da Apropriação e Reflexão, os alunos analisam manifestações culturais do património local e global, dominam conceitos de comunicação visual (plano, ritmo, espaço, estrutura, luz-cor, enquadramento) e enquadram objetos artísticos de diferentes culturas e períodos históricos a partir dos saberes da História da Arte. No domínio da Interpretação e Comunicação, compreendem a inter-relação dos saberes visuais nos processos de fruição cultural, relacionam processos de criação com a intencionalidade dos objetos artísticos, identificam os jogos de poder das imagens e interrogam a arte contemporânea. No domínio da Experimentação e Criação, articulam conceitos, referências, materiais e suportes nas suas composições plásticas, manifestam expressividade com intencionalidade estética, organizam exposições físicas e digitais e desenvolvem processos autónomos de pesquisa, investigação e experimentação. As aprendizagens integram transversalmente conteúdos de várias disciplinas e podem desenvolver-se em ambientes físicos e digitais, formais e não formais.

Conteúdos e temas

Apropriação e Reflexão

  • Património artístico e cultural
    • Refletir sobre as manifestações culturais do património local e global (pintura, escultura, desenho, assemblage, colagem, fotografia, instalação, land'art, banda desenhada, design, arquitetura, artesanato, multimédia e linguagens cinematográficas)
    • Enquadrar os objetos artísticos de diferentes culturas e períodos históricos, tendo como referência os saberes da História da Arte (estilos, movimentos, intencionalidades e ruturas)
  • Conceitos e linguagem visual
    • Dominar os conceitos de plano, ritmo, espaço, estrutura, luz-cor e enquadramento em diferentes contextos e modalidades expressivas (pintura, escultura, desenho, design, fotografia, cinema, vídeo, banda desenhada)
    • Reconhecer a importância das imagens como meios de comunicação de massas, capazes de veicular diferentes significados (económicos, políticos, sociais, religiosos, ambientais)

Interpretação e Comunicação

  • Leitura crítica de imagens e objetos artísticos
    • Compreender a importância da inter-relação dos saberes da comunicação visual (espaço, volume, cor, luz, forma, movimento, estrutura, ritmo) nos processos de fruição dos universos culturais
    • Relacionar o modo como os processos de criação interferem na intencionalidade dos objetos artísticos
    • Perceber os jogos de poder das imagens e a sua capacidade de mistificação ou desmistificação do real
    • Interrogar os processos artísticos para a compreensão da arte contemporânea
    • Transformar os conhecimentos adquiridos em novos modos de apreciação do mundo

Experimentação e Criação

  • Composição e expressão plástica
    • Articular conceitos (espaço, volume, cor, luz, movimento, estrutura, forma, ritmo), referências, experiências, materiais e suportes nas composições plásticas
    • Manifestar expressividade nos trabalhos, selecionando de forma intencional conceitos, temáticas, materiais, suportes e técnicas
    • Justificar a intencionalidade das composições recorrendo a critérios de ordem estética (vivências, experiências e conhecimentos)
  • Autonomia, investigação e divulgação
    • Organizar exposições em diferentes formatos — físicos e/ou digitais — individuais ou de grupo, selecionando trabalhos com base em processos de análise, síntese e comparação
    • Selecionar, de forma autónoma, processos de trabalho e de registo de ideias que envolvam pesquisa, investigação e experimentação

Competências transversais

Conhecedor/sabedor/culto/informado: enriquecimento das experiências visuais dos alunos, estimulando hábitos de apreciação e fruição de diferentes contextos culturais; consciencialização de que os gostos se desenvolvem através da prática sistemática de experiências culturais diversificadas; Criativo: mobilização de saberes e processos através dos quais o aluno perceciona, seleciona, organiza dados e lhes atribui significados novos; promoção de dinâmicas que exijam relações entre o que se sabe, o que se pensa e os diferentes universos do conhecimento; Crítico/Analítico: debates sobre diferentes imagens, criando circunstâncias para discussão e argumentação de pontos de vista; apreciações fundamentadas em relação aos trabalhos próprios e dos pares; Indagador/Investigador: reinvenção de soluções para criação de novas imagens relacionando conceitos, materiais, meios e técnicas; descoberta progressiva da intencionalidade das experiências plásticas; Respeitador da diferença/do outro: reconhecimento da importância do património cultural e artístico nacional e de outras culturas como valores indispensáveis para participação nas dinâmicas sociais e culturais; Sistematizador/organizador: seleção de técnicas e materiais ajustando-os à intenção expressiva das representações; utilização sistemática de processos de registo de ideias, planeamento e trabalho; transferência para novas situações de processos de análise e síntese; Questionador: questionamento das diferentes circunstâncias culturais, ambientais e urbanísticas e compreensão do seu contributo para uma ação cívica junto das comunidades; Comunicador: seleção de elementos de natureza diversa para criar dinâmicas na comunidade (exposições, debates); participação em projetos de trabalho multidisciplinares; Autoavaliador: identificação das capacidades e fragilidades e dos materiais que melhor domina para expressar as suas ideias; criação do portefólio com vista à autoavaliação; Participativo/colaborador: cooperação com pares na partilha de saberes para superação conjunta de dificuldades em sala de aula ou em situações não formais; divulgação de atividades individuais ou de grupo através dos canais de comunicação disponíveis; Responsável/autónomo: criação de regras relativas aos procedimentos com materiais, à gestão do espaço e à realização de tarefas; respeito pelos prazos de cumprimento dos trabalhos; Cuidador de si e do outro: disponibilidade para estar atento às necessidades dos pares e da comunidade; valorização dos saberes do outro, compreendendo as suas intenções e ajudando-o a expressar as suas ideias

Fonte oficial: Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais de Educação Visual — 3.º Ciclo do Ensino Básico, Julho de 2019 — consultar o documento original (PDF)

Perguntas frequentes

O que se aprende em Educação Visual no 9.º ano?
Em Educação Visual no 9.º ano, os alunos desenvolvem competências em três domínios interdependentes. No domínio da Apropriação e Reflexão, analisam manifestações culturais do património artístico local e global, dominam conceitos de comunicação visual (plano, ritmo, espaço, estrutura, luz-cor, enquadramento) e enquadram obras de diferentes culturas e períodos históricos com base nos saberes da História da Arte. No domínio da Interpretação e Comunicação, compreendem a inter-relação dos saberes visuais, identificam a intencionalidade dos objetos artísticos e interrogam criticamente as imagens e a arte contemporânea. No domínio da Experimentação e Criação, produzem composições plásticas com intencionalidade estética, organizam exposições e desenvolvem processos autónomos de investigação e experimentação.
Quais os três domínios organizadores de Educação Visual no 3.º ciclo?
As Aprendizagens Essenciais de Educação Visual do 3.º ciclo organizam-se em três domínios interdependentes: Apropriação e Reflexão, onde os alunos aprendem os saberes da comunicação visual e analisam contextos e técnicas em diferentes narrativas visuais; Interpretação e Comunicação, onde desenvolvem capacidades de leitura crítica e interpretação dos universos visuais e culturais; e Experimentação e Criação, onde conjugam experiência pessoal, reflexão e conhecimentos adquiridos na produção plástica com expressividade e intencionalidade próprias. Estes domínios são entendidos como realidades interdependentes, separados apenas por questões metodológicas.
Que conceitos de comunicação visual são trabalhados em Educação Visual?
Em Educação Visual são trabalhados os seguintes conceitos fundamentais de comunicação visual: cor, forma, linha, textura, plano, luz, espaço, volume, movimento e ritmo. Estes conhecimentos são mobilizados de forma gradual e complexificada ao longo do 3.º ciclo, sendo aplicados em diferentes modalidades expressivas como pintura, escultura, desenho, design, fotografia, cinema, vídeo e banda desenhada.
Como se relaciona Educação Visual com o Perfil dos Alunos?
Educação Visual articula-se com todas as Áreas de Competências do Perfil dos Alunos. Os domínios da disciplina contribuem para o desenvolvimento do aluno como Conhecedor/culto/informado (fruição do património artístico), Criativo (produção de novas imagens com intencionalidade), Crítico/Analítico (debate e apreciação fundamentada de obras), Indagador/Investigador (pesquisa e experimentação autónoma), Comunicador (organização de exposições e partilha de trabalhos), Autoavaliador (portefólio e autoavaliação), Participativo/colaborador (projetos individuais e de grupo) e Responsável/autónomo (gestão de materiais, prazos e processos de trabalho).
Qual a diferença entre Educação Visual no 2.º e no 3.º ciclo?
No 2.º ciclo, os alunos fazem uma primeira aproximação sistemática aos conceitos de comunicação visual e às técnicas de expressão plástica. No 3.º ciclo, esses conhecimentos são aprofundados e complexificados, esperando-se que os alunos os mobilizem com maior autonomia, intencionalidade e sentido crítico. O 3.º ciclo introduz dimensões como a análise dos jogos de poder das imagens, a interrogação da arte contemporânea e a organização autónoma de exposições, além de uma articulação mais exigente com a História da Arte e com as dinâmicas sociais e culturais.
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