Estudar lá fora

Licenciaturas no estrangeiro

Vale a pena? Duração, países com cursos fortes, propinas, bolsas e como preparar uma candidatura competitiva a partir do secundário.

8+
Países de referência
3-4
Anos de duração
€0-38k
Propinas / ano

Licenciaturas

Fazer a licenciatura no estrangeiro: vale a pena?

Escolher onde fazer a licenciatura é normalmente a primeira grande decisão académica que um estudante toma sozinho. Sair de Portugal logo a seguir ao secundário significa ganhar autonomia mais cedo, estudar em inglês desde o primeiro ano e começar a construir uma rede de contactos internacional — mas também significa adaptar-se a um país novo, a um sistema de ensino diferente e, em muitos casos, a propinas mais altas do que em Portugal.

Cada vez mais estudantes portugueses do secundário consideram esta opção: quem procura um curso ou uma universidade com mais tradição numa determinada área, quem não tem a média necessária para entrar no curso pretendido em Portugal, ou quem simplesmente quer viver a experiência de estudar fora desde o início do percurso universitário.

Tal como no mestrado, a escolha do país, da universidade e do curso certo — alinhada com o percurso do secundário — faz toda a diferença no resultado da candidatura.

Porque é que tantos estudantes procuram licenciaturas no estrangeiro?

Uma licenciatura no estrangeiro pode ser uma excelente escolha quando existe um objetivo claro — seja entrar num curso mais competitivo, seja estudar numa área com pouca oferta em Portugal, seja simplesmente querer uma experiência internacional desde o início da vida adulta. Não deve ser uma decisão tomada apenas por impulso: exige adaptação a viver sozinho, a gerir um orçamento e a estudar num sistema totalmente novo, tudo isto com 17 ou 18 anos.

As vantagens são reais: aulas em inglês desde o primeiro dia, contacto com colegas de dezenas de nacionalidades, acesso a universidades com forte ligação ao mercado de trabalho, e mais tempo — três ou quatro anos — para amadurecer essa experiência internacional do que um mestrado de um ou dois anos permite.

Também há desafios a ter em conta: o custo total (propinas mais alojamento e vida) é normalmente mais alto do que ficar em Portugal, os prazos de candidatura em alguns países fecham muito cedo — o UCAS britânico, por exemplo, tem uma data limite em janeiro para a maioria dos cursos — e a adaptação inicial é mais exigente por ser a primeira vez longe de casa.

Uma licenciatura no estrangeiro não deve ser decidida à pressa no 12º ano. Quanto mais cedo se começa a preparar — idealmente no 11º ano — mais opções ficam em cima da mesa.

Licenciaturas mais procuradas no estrangeiro

Entre os estudantes portugueses do secundário, algumas áreas destacam-se pela procura de universidades no estrangeiro — muitas vezes por terem mais vagas, cursos mais especializados ou melhor ligação ao mercado de trabalho do que em Portugal.

Medicina e Ciências da Saúde

Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia. Vários países da UE oferecem mais vagas e vias de acesso diferentes das portuguesas, incluindo exames de admissão específicos em alguns casos.

Engenharia e Informática

Engenharia Informática, Mecânica, Civil e Eletrotécnica. Forte procura na Alemanha, Países Baixos e Reino Unido, com ligação próxima à indústria.

Gestão e Negócios

Business Management, Economia, Marketing e International Business, muitas vezes com um ano de estágio incluído no programa.

Direito

LLB (Direito) no Reino Unido e na Irlanda, ou Direito em universidades públicas espanholas, francesas e italianas — sempre um curso de acesso direto a partir do secundário.

Arquitetura e Design

Itália, Espanha, Países Baixos e Dinamarca como destinos fortes para quem procura formação criativa e orientada para portefólio.

Psicologia e Ciências Sociais

Psicologia, Ciências do Desporto e Relações Internacionais, com forte oferta em Espanha, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido.

Exemplos de países e áreas fortes

Oito destinos de referência para quem termina o secundário, com a duração típica da licenciatura e os cursos onde cada país é mais competitivo.

🇬🇧 Reino Unido

O Reino Unido é um dos destinos mais procurados para licenciatura, com cursos de apenas 3 anos (4 na Escócia) e um processo de candidatura centralizado através do UCAS, com prazo principal em janeiro. Segundo o British Council, as propinas internacionais de licenciatura variam geralmente entre £13.000 e £38.000 por ano, podendo ser mais altas em Medicina.

Exemplos de áreas fortes

  • BSc Computer Science
  • BSc Economics
  • LLB Law
  • MBBS Medicine
  • BA Business Management
  • BSc Psychology

É uma opção muito forte para quem tem boa média no secundário e quer universidades de prestígio mundial, mas é também um dos destinos mais caros — sobretudo em Londres.

🇳🇱 Países Baixos

Os Países Baixos oferecem uma grande variedade de licenciaturas em inglês, com duração de 3 anos e candidatura feita através da plataforma Studielink. São particularmente fortes em Engenharia, Gestão, Ciência de Dados e Ciências Sociais.

Para estudantes fora da União Europeia, as propinas de licenciatura situam-se frequentemente entre €8.000 e €20.000 por ano, segundo a plataforma oficial Study in NL. Estudantes da União Europeia, como os portugueses, pagam a propina estatutária, bastante mais baixa.

Exemplos de áreas fortes

  • BSc International Business
  • BSc Computer Science
  • BSc Psychology
  • BEng Mechanical Engineering
  • BSc Data Science
  • BA International Relations

Tal como no mestrado, o alojamento é o principal desafio em cidades como Amesterdão, Utrecht ou Roterdão — deve ser tratado com bastante antecedência.

🇩🇪 Alemanha

A Alemanha é uma excelente opção para licenciatura pelo baixo custo: nas universidades públicas, a maioria dos estudantes paga apenas uma contribuição semestral, que pode variar aproximadamente entre €70 e €430, segundo o portal Study in Germany. A licenciatura (Bachelor) tem tipicamente 3 anos (6 semestres).

Exemplos de áreas fortes

  • BSc Mechanical Engineering
  • BSc Computer Science
  • BSc Electrical Engineering
  • BSc Business Administration
  • BSc Physics
  • BA International Business

Há cada vez mais licenciaturas totalmente lecionadas em inglês, mas continuam a ser menos frequentes do que ao nível de mestrado — saber alemão básico é uma vantagem para a vida do dia a dia e para estágios.

🇫🇷 França

Em França, a Licence (equivalente à licenciatura) tem 3 anos de duração. Nas universidades públicas, as propinas são muito acessíveis para estudantes da União Europeia — o Campus France indica valores de referência à volta de €170 por ano, mais a Contribuição de Vida Estudantil e de Campus (CVEC). Existem também licenciaturas em inglês em escolas e programas específicos, normalmente com propinas mais altas.

Exemplos de áreas fortes

  • Licence Économie-Gestion
  • BSc International Business
  • Licence de Droit
  • BSc Engineering
  • Licence Sciences Politiques
  • BA Design

França é interessante sobretudo para quem já domina ou está disposto a aprender francês, ou para quem procura um dos programas específicos lecionados em inglês nas grandes écoles.

🇪🇸 Espanha

Espanha é um dos destinos mais procurados por estudantes portugueses, pela proximidade, língua e custo mais controlado. É também uma exceção ao modelo de Bolonha: o Grado (licenciatura) tem tipicamente 4 anos, não 3. Segundo a plataforma Study in Europe da Comissão Europeia, as propinas em universidades públicas costumam variar entre €750 e €2.500 por ano para a maioria dos cursos, com valores mais altos em Medicina.

Exemplos de áreas fortes

  • Grado en Medicina
  • Grado en Arquitectura
  • Grado en Administración de Empresas
  • Grado en Psicología
  • Grado en Turismo
  • Grado en Ciencias del Deporte

É uma excelente porta de entrada para quem quer uma experiência internacional sem se afastar muito de Portugal, com boa oferta em Saúde, Gestão, Desporto e Arquitetura.

🇮🇹 Itália

Em Itália, a Laurea Triennale (licenciatura) tem 3 anos. As propinas em universidades públicas são calculadas em função do rendimento familiar (ISEE) e variam geralmente entre €900 e €4.000 por ano. Cursos como Medicina exigem um exame de admissão nacional (o IMAT, para os cursos lecionados em inglês).

Exemplos de áreas fortes

  • Laurea in Architettura
  • Laurea in Design
  • Medicine and Surgery (IMAT)
  • BSc Economics
  • Laurea in Ingegneria
  • BA Fashion Design

É um destino de eleição para Arquitetura, Design e Moda, com universidades públicas de boa relação qualidade/preço.

🇮🇪 Irlanda

Na Irlanda, a licenciatura tem entre 3 e 4 anos consoante o curso (Medicina e Engenharia costumam ser mais longas). Estudantes da União Europeia podem beneficiar do Free Fees Scheme, pagando apenas a contribuição de aluno (student contribution), atualmente à volta de €3.000 por ano; estudantes de fora da UE pagam propinas internacionais completas, que podem ir de cerca de €10.000 a mais de €25.000 por ano consoante o curso.

Exemplos de áreas fortes

  • BSc Computer Science
  • BSc Business Studies
  • BSc Pharmaceutical Science
  • BA International Relations
  • BEng Engineering
  • BSc Nursing

A forte presença de multinacionais tecnológicas e farmacêuticas em Dublin torna a Irlanda muito atrativa para quem pensa em ficar a trabalhar depois da licenciatura.

🇸🇪 Suécia e países nórdicos

Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega têm licenciaturas tipicamente de 3 anos, com forte qualidade de ensino e ambientes muito internacionais. Estudantes da União Europeia/EEE estudam sem propinas na Suécia, na Dinamarca e na Finlândia; a Noruega não cobra propinas a nenhum estudante em universidades públicas, independentemente da nacionalidade — em todos os casos, aplica-se apenas uma pequena taxa de inscrição na associação de estudantes.

Exemplos de áreas fortes

  • BSc Engineering
  • BSc Computer Science
  • BA International Business
  • BSc Environmental Science
  • BSc Design
  • BA Social Sciences

Uma das opções mais acessíveis da Europa em termos de propinas, ideal para quem valoriza inovação, sustentabilidade e um ambiente académico muito internacional.

Investimento

Quanto custa fazer uma licenciatura no estrangeiro?

O custo depende muito do país, da universidade, do curso e da nacionalidade do estudante. Um estudante português, por ser cidadão da União Europeia, pode beneficiar de propinas muito mais baixas do que estudantes de fora da UE em praticamente todos os destinos europeus. Ainda assim, é essencial confirmar sempre as regras de cada universidade.

De forma indicativa:

Espanha

Grados públicos entre €750 e €2.500 por ano, na maioria dos cursos.

Itália

Universidades públicas frequentemente entre €900 e €4.000 por ano, consoante o rendimento familiar.

França

Licence pública muito acessível para estudantes da União Europeia, cerca de €170/ano mais a CVEC.

Alemanha

Maioria das universidades públicas sem propinas, apenas contribuição semestral.

Países Baixos

Propina estatutária para estudantes da UE, bastante mais baixa do que a propina internacional.

Reino Unido

Frequentemente entre £13.000 e £38.000 por ano para estudantes internacionais.

Irlanda

Contribuição de aluno à volta de €3.000/ano para estudantes da UE, ao abrigo do Free Fees Scheme.

Além das propinas, é fundamental calcular alojamento, alimentação, transportes, seguro, material académico e viagens — durante 3 ou 4 anos, não apenas um. Em muitos casos, sobretudo em países sem propinas, o custo de vida pesa mais do que a própria propina.

Estratégia

Como escolher a licenciatura certa?

A escolha não deve começar pelo ranking da universidade. Deve começar pelo aluno e pelo percurso que já fez no secundário.

Antes de escolher um país e uma universidade, é importante responder a algumas perguntas:

Que curso quero seguir?

Confirma se as disciplinas do teu secundário (via de Ciências, Humanidades, Artes…) dão acesso ao curso pretendido.

Estou pronto para viver sozinho aos 18 anos?

A independência é uma das partes mais exigentes de uma licenciatura no estrangeiro.

Prefiro um curso de 3 ou de 4 anos?

Influencia o país: a maioria da Europa tem 3 anos, Espanha e a Escócia têm 4.

Tenho a média necessária no secundário?

Avalia universidades em três níveis: ambiciosas, equilibradas e seguras.

O curso pede exame de admissão específico?

Medicina em Itália (IMAT) ou no Reino Unido (UCAT), por exemplo, exigem preparação adicional.

O meu inglês é suficiente?

A maioria das licenciaturas em inglês pede IELTS 6.0+ ou TOEFL 80+.

A minha família tem orçamento para propinas e custo de vida?

Faz a conta total para 3 ou 4 anos, não apenas para o primeiro.

Conheço os prazos de candidatura?

O UCAS britânico, por exemplo, fecha em janeiro para a maioria dos cursos — bem antes dos exames nacionais portugueses.

Muitas candidaturas falham não por falta de qualidade do aluno, mas por má estratégia: candidatar-se apenas a universidades muito competitivas, ignorar prazos que fecham cedo, ou deixar a preparação do inglês para o último ano.

Apoio personalizado

Como podemos ajudar?

Na Da Vinci, através do serviço Lá Fora, apoiamos estudantes do secundário que querem candidatar-se a uma licenciatura no estrangeiro e precisam de orientação especializada ao longo do processo.

Ajudamos na escolha dos países, universidades e cursos mais adequados ao perfil do aluno, tendo em conta a via do secundário, a média, o nível de inglês, o orçamento familiar e as preferências pessoais. A partir daí, construímos uma estratégia realista, equilibrando opções ambiciosas com alternativas mais seguras.

Também apoiamos na preparação da candidatura — desde o registo em plataformas como o UCAS, até cartas de motivação, exames de inglês, exames de admissão específicos quando aplicável, e organização de todos os prazos.

Estudar fora logo a seguir ao secundário pode ser uma experiência transformadora, mas exige informação, método e acompanhamento próximo da família. A melhor licenciatura não é necessariamente a mais famosa — é a que faz sentido para o percurso do aluno e para o investimento que a família está disposta a fazer.

Se estás a pensar fazer uma licenciatura no estrangeiro, fala connosco. Ajudamos-te a perceber quais são as melhores opções, quanto poderá custar, que documentos precisas e como preparar uma candidatura forte a partir do secundário.

O teu percurso pode começar mais longe do que imaginas. E começa com uma boa escolha. Fala connosco →

Perguntas frequentes

Pode valer muito a pena quando o curso ou a universidade pretendida têm mais força fora de Portugal, ou quando o estudante quer ganhar autonomia, línguas e uma rede de contactos internacional desde cedo. Exige mais planeamento do que ficar em Portugal — candidatura, propinas, alojamento, adaptação — mas para muitas áreas (Medicina, Engenharia, Design, Gestão) a oferta e as saídas profissionais no estrangeiro podem ser mais fortes.

Depende do país. A maioria da Europa segue o modelo de Bolonha, com licenciaturas de 3 anos (Portugal, Países Baixos, Alemanha, França, Itália e a maior parte dos países nórdicos). Há exceções importantes: em Espanha o Grado tem 4 anos, na Escócia o Bachelor's tem tipicamente 4 anos, e nos EUA o Bachelor's também é de 4 anos. A Irlanda varia entre 3 e 4 anos consoante o curso. Cursos como Medicina são sempre mais longos, entre 5 e 6 anos, seja qual for o país.

Depende da universidade, do país e do curso. Universidades e cursos mais competitivos (Medicina, Direito ou Engenharia em universidades de topo) costumam pedir médias mais altas no secundário, além de provas específicas em alguns casos. Universidades de acesso mais aberto, sobretudo em países com muitas vagas públicas, têm requisitos mais flexíveis. Avaliamos contigo, com base na tua média atual e nas disciplinas do secundário, que universidades e cursos são realistas.

Normalmente não os exames portugueses — cada país e universidade tem o seu próprio processo de admissão a partir do 12º ano. No Reino Unido a candidatura é feita através do UCAS, com previsão de notas do secundário. Em alguns cursos muito competitivos, como Medicina em Itália ou no Reino Unido, pode ser exigido um exame de admissão específico (por exemplo IMAT ou UCAT). Em quase todos os países é ainda necessário comprovar o nível de inglês através de um exame como o IELTS ou o TOEFL.

Sim, embora normalmente menos generosas do que ao nível de mestrado. Existem bolsas de mérito das próprias universidades, apoios nacionais como o British Council no Reino Unido, e em vários países da União Europeia — como a Alemanha, a França ou os países nórdicos — as propinas em universidades públicas são reduzidas ou inexistentes para estudantes europeus, o que já representa uma poupança significativa face a outros destinos.

O ideal é começar no 11º ano, ou no início do 12º ano no mais tardar. Candidaturas como a do UCAS, no Reino Unido, têm prazos que fecham vários meses antes do início do ano letivo, e a preparação de exames de inglês, cartas de motivação e documentação demora tempo. Começar cedo dá mais opções e menos stress na reta final do secundário.

Pronto para escolher a tua licenciatura?

Marca uma consulta sem compromisso. Analisamos contigo o teu percurso no secundário, escolhemos país, curso e estratégia de candidatura, e desenhamos um plano realista até à matrícula.

Consulta-nos

Pronto para dar
o próximo passo?

Fala connosco e descobre como podemos ajudar-te a estudar além-fronteiras.

  • Consulta inicial sem compromisso
  • Especialistas com experiência internacional
  • Acompanhamento personalizado até à partida

Fala connosco

1
Dados Pessoais
2
Dados do Aluno
3
Preferências