1.º Ciclo

Aprendizagens Essenciais de Educação Musical

2.º Ano

Última atualização: 30 de junho de 2026

Resumo

As Aprendizagens Essenciais de Educação Artística -- Música para o 2. Ciclo do Ensino Básico organizam-se em três organizadores interdependentes, estabelecendo competências a atingir no final do ciclo (e não por ano), de modo a respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos. A voz, o corpo e os objetos do quotidiano são os recursos privilegiados. Os elementos musicais (melodia, harmonia, ritmo, pulsação, divisão, métrica, dinâmica, textura, forma e timbre) têm um papel clarificador e facilitador da escuta, da prática e da criação. O organizador Experimentação e Criação -- considerado basilar -- desenvolve a exploração de sons vocais e fontes sonoras diversas, a improvisação a solo e em grupo (sequências melódicas, rítmicas ou harmónicas a partir de imagens, textos ou situações do quotidiano) e a criação de ambientes sonoros e pequenas peças musicais. O organizador Interpretação e Comunicação desenvolve a interpretação de rimas, trava-línguas e lengalengas, o canto a solo e em grupo, o tocar com instrumentos convencionais e não convencionais, o movimento corporal em contextos musicais e a apresentação pública articulando a música com outras áreas do conhecimento. O organizador Apropriação e Reflexão desenvolve a comparação de características musicais em repertório diversificado, o uso de vocabulário e simbologias convencionais e não convencionais, a pesquisa de espetáculos musicais ao vivo ou gravados, o debate sobre os diferentes tipos de música e a produção de materiais que reconheçam a música como construção social, património e fator de identidade cultural.

Conteúdos e temas

Organizador: Experimentação e Criação

  • Exploração sonora e improvisação
    • Experimentar sons vocais (voz falada, voz cantada) de forma a conhecer as potencialidades da voz como instrumento musical
    • Explorar fontes sonoras diversas (corpo, objetos do quotidiano, instrumentos musicais) de forma a conhecê-las como potencial musical
    • Improvisar, a solo ou em grupo, pequenas sequências melódicas, rítmicas ou harmónicas a partir de ideias musicais ou não musicais (imagens, textos, situações do quotidiano)
    • Criar, sozinho ou em grupo, ambientes sonoros e pequenas peças musicais ligadas ao quotidiano e ao imaginário, utilizando diferentes fontes sonoras

Organizador: Interpretação e Comunicação

  • Performance vocal, instrumental e movimento
    • Interpretar rimas, trava-línguas e lengalengas usando a voz (cantada ou falada) com diferentes intencionalidades expressivas
    • Cantar, a solo e em grupo, da sua autoria ou de outros, canções com características musicais e culturais diversificadas, demonstrando progressivamente qualidades técnicas e expressivas
    • Tocar, a solo e em grupo, as suas próprias peças musicais ou de outros, utilizando instrumentos musicais convencionais e não convencionais de altura definida e indefinida
    • Realizar sequências de movimentos corporais em contextos musicais diferenciados
    • Comunicar através do movimento corporal de acordo com propostas musicais diversificadas
    • Apresentar publicamente atividades artísticas em que se articula a música com outras áreas do conhecimento

Organizador: Apropriação e Reflexão

  • Escuta, análise e música como património
    • Comparar características rítmicas, melódicas, harmónicas, dinâmicas, formais, tímbricas e de textura em repertório de referência de épocas, estilos e géneros diversificados
    • Utilizar vocabulário e simbologias convencionais e não convencionais para descrever e comparar diversos tipos de sons e peças musicais de diferentes estilos e géneros
    • Pesquisar diferentes interpretações escutadas e observadas em espetáculos musicais (concertos, bailados, teatros musicais e outros) ao vivo ou gravados, de diferentes tradições e épocas
    • Partilhar com os pares as músicas do quotidiano e debater sobre os diferentes tipos de música
    • Produzir, sozinho ou em grupo, material escrito, audiovisual e multimédia ou outro, utilizando vocabulário apropriado, reconhecendo a música como construção social, património e fator de identidade cultural

Competências transversais

Três organizadores interdependentes comuns à Educação Artística -- Experimentação e Criação, Interpretação e Comunicação, e Apropriação e Reflexão -- que correspondem às três grandes áreas do currículo de Música: Criação/Composição, Interpretação e Audição; AE definidas por ciclo (e não por ano): as competências são estabelecidas para o final do 2. Ciclo, permitindo ao professor respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos (do aluno, da turma, da escola, da comunidade) desde que a meta seja atingida no final do ciclo; os saberes de qualquer ciclo podem e devem continuar a ser mobilizados em ciclos posteriores; a Música como arte performativa: privilegia-se a diversidade de situações educativas (grande grupo, pequeno grupo, pares e individual) e a interação com o professor, colegas e audiências; Experimentação e criação como domínio basilar: dada particular relevância a esta dimensão por se considerar um domínio basilar para aprendizagens significativas; Música como prática social comunicativa e expressiva: construção de significados partilhados, diálogo, pergunta-resposta, enriquecimento de práticas e horizontes culturais; Interdisciplinaridade: cruzamento entre conceitos e competências das diferentes artes; apresentação pública articulando a música com outras áreas do conhecimento; produção de material escrito, audiovisual e multimédia; Música como construção social, património e fator de identidade cultural; Desenvolvimento de capacidades pessoais e sociais: modos de ser e de pensar abertos ao mundo, imprevisibilidade, complexidade e mudança; Articulação com o Perfil dos Alunos: Conhecedor/sabedor/culto/informado, Criativo/Crítico/Analítico, Indagador/Investigador, Respeitador da diferença, Sistematizador/organizador, Comunicador, Questionador, Participativo/colaborador, Responsável/autónomo, Autoavaliador

Fonte oficial: Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais de Educação Artística: Música — 2.º Ciclo do Ensino Básico, Julho de 2018 — consultar o documento original (PDF)

Perguntas frequentes

O que se aprende em Educação Musical no 2. Ciclo?
A Educação Musical no 2. Ciclo organiza-se em três organizadores interdependentes. No organizador Experimentação e Criação -- considerado basilar -- os alunos exploram sons vocais e fontes sonoras diversas, improvisam sequências melódicas, rítmicas ou harmónicas e criam ambientes sonoros e pequenas peças musicais a partir de imagens, textos ou situações do quotidiano. No organizador Interpretação e Comunicação, cantam a solo e em grupo, tocam instrumentos convencionais e não convencionais, realizam movimento corporal em contextos musicais e apresentam publicamente as suas criações. No organizador Apropriação e Reflexão, comparam repertório de diferentes épocas e estilos, utilizam vocabulário musical e reconhecem a música como construção social e fator de identidade cultural.
Porque é que as AE de Educação Musical são definidas por ciclo e não por ano?
O PDF justifica explicitamente esta opção: as competências musicais só se mobilizam plenamente no final de cada ciclo educativo, e as aprendizagens podem ter ritmos de aquisição muito diferentes -- do aluno, da turma, da escola e da comunidade. Por exemplo, uma criança do 2. ano pode já ser capaz de realizar tarefas complexas de canto, enquanto outra da mesma turma ainda está em iniciação. Definir as competências por ciclo permite ao professor respeitar esses ritmos, adequar as estratégias e ter como meta que todos os alunos atinjam as competências no final do 2. Ciclo, independentemente do ponto de partida.
Que elementos musicais são trabalhados no 2. Ciclo de Educação Musical?
As atividades musicais exploram os seguintes elementos: melodia, harmonia, ritmo, pulsação, divisão, métrica, dinâmica, textura, forma e timbre. O PDF sublinha que estes elementos devem ter um papel clarificador, facilitador e sistematizador da escuta, da prática e da criação musicais -- a experiência musical é holística, pelo que os elementos não são abordados de forma isolada, mas como ferramentas que ajudam os alunos a compreender e a criar música.
O que é a improvisação musical no 2. Ciclo e como é trabalhada?
No organizador Experimentação e Criação, a improvisação é entendida tanto no sentido de variação sobre uma estrutura musical pré-existente como de criação e composição em tempo real. Os alunos improvisam pequenas sequências melódicas, rítmicas ou harmónicas a partir de pontos de partida musicais ou não musicais -- imagens, textos, situações do quotidiano, etc. Este domínio é considerado basilar para aprendizagens significativas, por isso foi-lhe dada particular relevância nas AE.
Como é que a Educação Musical se articula com outras áreas no 2. Ciclo?
A Educação Musical articula-se com outras áreas de várias formas. As apresentações públicas articulam a música com outras áreas do conhecimento. A produção de material escrito, audiovisual e multimédia cruza música com linguagem e tecnologia. Os pontos de partida para a improvisação e criação incluem imagens, textos e situações do quotidiano, estabelecendo pontes com outras disciplinas. Os três organizadores da Educação Musical são também comuns às outras artes (Dança, Teatro, Artes Visuais), facilitando a transversalidade entre as diferentes áreas artísticas.
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