O que aconteceu na conferência Phones OFF
Na sessão de encerramento da conferência "Phones OFF, O que muda na Escola quando tiramos os telemóveis", o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, apresentou os resultados do estudo promovido pelo Município de Oeiras que avaliou o impacto da restrição do uso de smartphones nas escolas. A medida, implementada no início do atual ano letivo, proíbe o uso de telemóveis a alunos até ao 9.º ano nas escolas públicas e cooperativas, excetuando casos de necessidade médica.
Por que limitar os telemóveis nas escolas?
A decisão do Governo visa combater várias problemáticas associadas ao uso excessivo de telemóveis em contexto escolar, como a distração em sala, o bullying digital e a dependência tecnológica. O estudo de Oeiras revelou que esta restrição tem contribuído para um ambiente mais calmo e focado, facilitando a relação entre alunos e professores e melhorando a participação nas atividades letivas.
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Resultados do estudo de Oeiras
Segundo os dados apresentados, as escolas que adotaram a medida registaram:
- Aumento da concentração dos alunos durante as aulas;
- Redução de incidentes relacionados com o uso indevido de telemóveis;
- Melhorias no desempenho académico, sobretudo em disciplinas que exigem maior atenção;
- Fortalecimento das interações sociais presenciais entre os estudantes.
Estes resultados apontam para uma mudança cultural no ambiente escolar, com alunos mais envolvidos e menos dependentes dos dispositivos móveis para entretenimento durante o período letivo.
Exceções e aplicação da medida
A restrição abrange todas as escolas públicas e cooperativas do país, para alunos até ao 9.º ano, incluindo o ensino básico e o início do secundário. São admitidas exceções apenas em casos devidamente justificados por razões de saúde, garantindo que nenhum aluno fique prejudicado por esta limitação.
Reações de professores, pais e alunos
O balanço apresentado pelo secretário de Estado foi, em geral, positivo. Muitos professores têm notado uma melhoria no ambiente de trabalho e um aumento da atenção dos alunos. Por outro lado, alguns encarregados de educação manifestaram preocupação quanto ao acesso dos filhos a emergências ou comunicação fora da escola, embora a medida não impeça que os dispositivos sejam usados antes e depois das aulas.
Entre os alunos, a receção tem sido mista, com muitos a reconhecerem os benefícios para o foco e o desempenho, enquanto outros sentem falta da facilidade de comunicação proporcionada pelos telemóveis.
Perspetivas para o futuro
O Governo e os municípios interessados analisam agora a possibilidade de alargar ou ajustar a medida, tendo em conta os dados recolhidos e o feedback das comunidades escolares. A aposta numa educação que promova a concentração, a interação presencial e o uso responsável da tecnologia está no centro das prioridades para o desenvolvimento do sistema educativo português.
Esta iniciativa soma-se a outras medidas recentes, como as orientações para o uso responsável da inteligência artificial nas escolas, sublinhando o esforço contínuo para preparar os alunos para os desafios do século XXI com equilíbrio e qualidade.