O ano letivo 2026/2027 marca uma importante alteração no acesso ao ensino superior em Portugal. Após a implementação, em 2025, da obrigatoriedade de realizar pelo menos duas provas de ingresso, o Governo anunciou o regresso ao modelo anterior, no qual apenas uma prova de ingresso é exigida para a maioria dos cursos, embora as instituições mantenham alguma autonomia para exigir mais exames.
Esta decisão surge na sequência de uma quebra significativa no número de candidatos em 2025, que levou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a considerar a exigência de duas provas uma "barreira excessiva" ao acesso dos estudantes ao ensino superior.
O que aconteceu
Em 2025, os estudantes que se candidataram ao ensino superior tiveram de realizar, obrigatoriamente, pelo menos duas provas de ingresso para serem considerados nos concursos nacionais. Esta medida pretendia aumentar a exigência e garantir um melhor alinhamento entre os cursos e as competências dos candidatos. No entanto, o efeito imediato foi uma diminuição acentuada do número de candidatos, o que gerou preocupação entre as autoridades e a comunidade educativa.
Em resposta, o Governo revogou esta regra em 2026, regressando à obrigatoriedade de apenas uma prova de ingresso para o concurso nacional, mantendo a possibilidade de as instituições exigirem duas ou até três provas, caso o considerem necessário para o perfil do curso. Esta alteração foi oficializada pelo Ministro Fernando Alexandre, que justificou o recuo com base na necessidade de facilitar o acesso dos jovens ao ensino superior.
O que isto significa para alunos e famílias
Para os estudantes que se preparam para candidatar-se ao ensino superior em 2026/2027, esta mudança traduz-se numa diminuição da pressão e dos exames obrigatórios a realizar. A redução para apenas uma prova de ingresso pode significar menos tempo de preparação e menor stress associado à realização dos exames.
Contudo, é importante que os alunos estejam atentos às especificidades de cada instituição e curso, pois algumas poderão manter a exigência de duas ou três provas, o que exige uma preparação mais cuidada. As famílias também devem estar informadas sobre estas diferenças para apoiar os seus educandos na escolha dos cursos e na organização do estudo.
Além disso, a ponderação das provas de ingresso na nota final da candidatura mantém-se entre 15% a 30%, pelo que a preparação para este exame continua a ser crucial para o sucesso na admissão ao ensino superior.
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Contexto da educação em Portugal
O sistema educativo português tem passado por diversas reformas nos últimos anos, com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e ajustar os critérios de acesso ao ensino superior às necessidades do mercado e da sociedade. A introdução das provas de ingresso em 2017 foi um marco importante, tendo sido ajustada em 2025 para exigir duas provas, numa tentativa de reforçar a seleção dos estudantes por área de conhecimento.
Porém, os efeitos práticos dessa alteração mostraram-se contraproducentes, com uma redução significativa no número de candidatos que se apresentaram aos concursos nacionais. Este fenómeno evidenciou a necessidade de equilíbrio entre rigor e acessibilidade no sistema de acesso ao ensino superior em Portugal.
O que é importante saber sobre este tema
Para compreender o impacto destas mudanças, é fundamental conhecer alguns conceitos:
- Prova de ingresso: exame nacional que os alunos realizam para ingressar no ensino superior, avaliando competências específicas.
- Cálculo da nota de candidatura: fórmula que combina a média do secundário, as provas de ingresso e eventuais pré-requisitos, para ordenar os candidatos.
- Autonomia das instituições: possibilidade das universidades e politécnicos definirem requisitos adicionais, como número de provas de ingresso.
- Exames nacionais do secundário: exames obrigatórios para conclusão do ensino secundário, que influenciam a média final.
Entender estas componentes ajuda alunos e famílias a planear melhor o percurso académico, desde o secundário até à candidatura ao ensino superior.
O que pode mudar nos próximos tempos
Embora esta alteração alivie a pressão sobre os estudantes em 2026, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior já anunciou que continuará a monitorizar o impacto das regras de acesso ao ensino superior. Futuras revisões poderão incluir:
- Ajustes no peso das provas de ingresso na nota final, para equilibrar avaliação contínua e exames.
- Maior transparência e divulgação antecipada das vagas disponíveis e calendário de candidaturas.
- Desenvolvimento de medidas para apoiar estudantes em risco de exclusão devido a barreiras no acesso.
- Possível integração de critérios mais diversificados, como avaliação de competências práticas ou portfólios.
Estas medidas visam garantir que o sistema de acesso ao ensino superior seja justo, transparente e adequado às necessidades dos alunos e do mercado de trabalho.
Perguntas frequentes
- Quantas provas de ingresso são obrigatórias em 2026?
A maioria dos cursos exige apenas uma prova de ingresso, mas algumas instituições podem exigir duas ou três. - O peso das provas no cálculo da nota de candidatura mudou?
Não, o peso continua a variar entre 15% e 30%, dependendo do curso e da instituição. - Como posso saber quais provas são exigidas para o meu curso?
As provas exigidas estão disponíveis no site da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), na página específica de cada curso. - Posso inscrever-me nos exames nacionais fora do prazo?
Sim, embora as inscrições principais tenham prazos definidos, ainda é possível inscrever-se fora do prazo sujeito a condições específicas. - Quando sai o calendário oficial das candidaturas?
A DGES já divulgou o calendário detalhado para 2026, mas é importante acompanhar o site para atualizações. - O que são pré-requisitos e como afetam a candidatura?
São condições específicas para alguns cursos que podem incluir exames ou notas mínimas em disciplinas específicas, podendo valer até 15% na nota final da candidatura.