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Ensino superior 2026: Regresso à obrigatoriedade de apenas uma prova de ingresso em Portugal

Mudanças no acesso ao ensino superior em Portugal 2026 • Publicado em 13/04/2026
Ensino superior 2026: Regresso à obrigatoriedade de apenas uma prova de ingresso em Portugal
Imagem gerada por Inteligência Artificial

O ano letivo 2026/2027 marca uma importante alteração no acesso ao ensino superior em Portugal. Após a implementação, em 2025, da obrigatoriedade de realizar pelo menos duas provas de ingresso, o Governo anunciou o regresso ao modelo anterior, no qual apenas uma prova de ingresso é exigida para a maioria dos cursos, embora as instituições mantenham alguma autonomia para exigir mais exames.

Esta decisão surge na sequência de uma quebra significativa no número de candidatos em 2025, que levou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a considerar a exigência de duas provas uma "barreira excessiva" ao acesso dos estudantes ao ensino superior.

O que aconteceu

Em 2025, os estudantes que se candidataram ao ensino superior tiveram de realizar, obrigatoriamente, pelo menos duas provas de ingresso para serem considerados nos concursos nacionais. Esta medida pretendia aumentar a exigência e garantir um melhor alinhamento entre os cursos e as competências dos candidatos. No entanto, o efeito imediato foi uma diminuição acentuada do número de candidatos, o que gerou preocupação entre as autoridades e a comunidade educativa.

Em resposta, o Governo revogou esta regra em 2026, regressando à obrigatoriedade de apenas uma prova de ingresso para o concurso nacional, mantendo a possibilidade de as instituições exigirem duas ou até três provas, caso o considerem necessário para o perfil do curso. Esta alteração foi oficializada pelo Ministro Fernando Alexandre, que justificou o recuo com base na necessidade de facilitar o acesso dos jovens ao ensino superior.

O que isto significa para alunos e famílias

Para os estudantes que se preparam para candidatar-se ao ensino superior em 2026/2027, esta mudança traduz-se numa diminuição da pressão e dos exames obrigatórios a realizar. A redução para apenas uma prova de ingresso pode significar menos tempo de preparação e menor stress associado à realização dos exames.

Contudo, é importante que os alunos estejam atentos às especificidades de cada instituição e curso, pois algumas poderão manter a exigência de duas ou três provas, o que exige uma preparação mais cuidada. As famílias também devem estar informadas sobre estas diferenças para apoiar os seus educandos na escolha dos cursos e na organização do estudo.

Além disso, a ponderação das provas de ingresso na nota final da candidatura mantém-se entre 15% a 30%, pelo que a preparação para este exame continua a ser crucial para o sucesso na admissão ao ensino superior.

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O sistema educativo português tem passado por diversas reformas nos últimos anos, com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e ajustar os critérios de acesso ao ensino superior às necessidades do mercado e da sociedade. A introdução das provas de ingresso em 2017 foi um marco importante, tendo sido ajustada em 2025 para exigir duas provas, numa tentativa de reforçar a seleção dos estudantes por área de conhecimento.

Porém, os efeitos práticos dessa alteração mostraram-se contraproducentes, com uma redução significativa no número de candidatos que se apresentaram aos concursos nacionais. Este fenómeno evidenciou a necessidade de equilíbrio entre rigor e acessibilidade no sistema de acesso ao ensino superior em Portugal.

O que é importante saber sobre este tema

Para compreender o impacto destas mudanças, é fundamental conhecer alguns conceitos:

Entender estas componentes ajuda alunos e famílias a planear melhor o percurso académico, desde o secundário até à candidatura ao ensino superior.

O que pode mudar nos próximos tempos

Embora esta alteração alivie a pressão sobre os estudantes em 2026, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior já anunciou que continuará a monitorizar o impacto das regras de acesso ao ensino superior. Futuras revisões poderão incluir:

Estas medidas visam garantir que o sistema de acesso ao ensino superior seja justo, transparente e adequado às necessidades dos alunos e do mercado de trabalho.

Perguntas frequentes

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