Compensação financeira para professores classificadores
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou uma atualização na forma de compensar os professores que corrigem os exames nacionais do ensino secundário em Portugal. A partir deste ano, os docentes vão receber um euro por cada resposta classificada, além de 12 euros por cada prova que seja reapreciada após reclamação. Esta medida visa valorizar o esforço e o tempo dedicado pelos professores neste processo fundamental para o acesso ao ensino superior.
Detalhes da nova tabela de remunerações
De acordo com o comunicado divulgado a 27 de julho de 2026, os professores receberão:
- 1 euro por cada resposta corrigida;
- 12 euros por cada prova reapreciada, no âmbito das reclamações;
- 10 euros por cada prova classificada em suporte físico, nomeadamente nas disciplinas de Geometria Descritiva e Desenho A;
- 18 euros por cada prova classificada no âmbito de reclamação e que não seja em suporte físico.
Estas compensações aplicam-se a todas as fases dos exames nacionais, incluindo a primeira, segunda e a época especial. O objetivo é reconhecer o trabalho dos professores classificadores e relatores, que desempenham um papel crucial na garantia da qualidade e justiça do sistema de avaliação externa.
As notas do seu filho não estão como esperava?
Com o acompanhamento certo os resultados aparecem.
Contexto e importância da classificação digital
Desde a adoção da classificação digital para cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário, o processo de correção sofreu uma alteração significativa. Esta mudança trouxe maior complexidade e exigiu uma mobilização intensa de docentes ao longo das várias fases de realização dos exames.
O Ministério da Educação destacou que a generalização da classificação eletrónica, apesar de melhorias na modernização do sistema, apresentou constrangimentos que dificultaram a tarefa dos professores. Assim, a nova política de compensação surge também como um reconhecimento das dificuldades enfrentadas e da dedicação dos profissionais envolvidos.
Impacto para alunos e encarregados de educação
Para os alunos, esta mudança não altera o calendário nem os procedimentos de candidatura ao ensino superior, mas pode traduzir-se numa maior rapidez e qualidade na correção das provas, uma vez que os professores são agora melhor remunerados e valorizados pelo seu trabalho.
Os encarregados de educação podem esperar um sistema mais transparente e justo, onde as reclamações e reapreciações são tratadas com maior rigor e atenção, graças à valorização dos classificadores.
Perspetivas futuras
Esta atualização do regime de compensações vem no seguimento de outras medidas recentes para melhorar o sistema de exames e o acesso ao ensino superior, como a introdução de vouchers para manuais escolares e os novos prazos para candidaturas. O Ministério liderado por Fernando Alexandre tem mostrado empenho em responder às críticas e dificuldades enfrentadas no processo de exames, embora ainda persistam desafios a superar.
Continuar a acompanhar as respostas do Governo e o impacto destas medidas na comunidade educativa será fundamental para garantir que o sistema de exames nacionais evolua em benefício dos alunos, professores e famílias.